Monday, November 19, 2007

Santo

Montes de estrelas ondulam no manto.
Fontes de telas mergulham no santo.

Sabor dedilhado com frescura.
Odor orvalhado com pintura.

Vou até ti...
Até ao fundo...
Profundo de mim...

Ciente do coração que cobre a felicidade,
Rasgo a sedução na Alma,
E tilinto a magia num sossego regato.

Rio imaculado da gentil pureza...

8 comments:

un dress said...

correr o regato

perfurar a densa neblina

na curva direcção de ser...




beijO

DarkViolet said...

un dress:

E assim se faz o traço do caminho

Miosotis said...

'...Ciente do coração que cobre a felicidade,
Rasgo a sedução na Alma,
E tilinto a magia num sossego regato.'

Gostei particularmente destes versos!

Vim agradecer sensibilizada teu olhar poisado em ‘fragmentos’!

Lamento ter demorado tanto… mas a vida profissional não me deu/dá tréguas ao longo da semana :(

Tranquila noite nesta imensidão fria!
Um beijo

Recuso -me a comentar os dois 'posts' seguintes! Estás na tua fase 'negra :(

DarkViolet said...

Miosotis:

És bem vinda neste canto dos esboços com fase negra ou branca. É só sorrisos tristes, mas são sorrisos:D

Twlwyth said...

Tocar com a Alma a grandeza do anoitecer.
Ressuscitei-me temporariamente :)

DarkViolet said...

Twlwyth:

Do ressuscitar troveja ao espírito a linguagem da natureza. O beliscar do Santo...

Anonymous said...

Há algo de especial neste poema que revela um pouco mais da simplicidade complexa das profundezas de quem o escreve.

DarkViolet said...

Anonymous:

O orvalho do ser caminhante que povoa seus sentimentos. Recolher e acolher