Friday, November 30, 2007

Toques Embriagados

O desconhecido vento povoa a pele. Aqui ou ali, arcos de velas feitos em embrulhos de lareiras rasgam tímidos toques. Compasso de palavras, mordomias do desejo, ardentes pedaços que passam dum tempo descuidado para o rendilhar da chuva que não cai.
Será a beleza da mulher o canto do sopro do Outono? Será a ventania a esperança das rajadas devastadoras? Será a ponte o áspero gemido da inquietação?
Estreitas divagações do coração ancorado na mão.

7 comments:

un dress said...

coração que arrasta:

corpo e alma...

Nanny said...

Estas tuas divagações têm sempre algo de doce e de sombrio... não sei se é da música ou desse olhar de fogo :-)

Já tinha saudades de te ler

Um beijo da gata

DarkViolet said...

un dress:

Sem dúvida nenhuma


Nanny:

É uma mistura embriagada. A música é bela, sem dúvida nenhuma

Miosotis said...

Corpo contido em liberdade de alma!

Tenho sentido a tua falta em 'fragmentos'!

O suave solo de cordas no meio da música é lindo! E a voz delicada feminina que irrompe de mansinho no tom agressivo das sonoridades de base!

Boa-noite

DarkViolet said...

Miosotis:

A mistura da voz masculina e feminina contagia muito a letra da música.

Noite bela de nevoeiro

Twlwyth said...

Já agora, podias responder às tuas próprias perguntas. :D

DarkViolet said...

Twlwyth:

Com são divagações são dificeis de responder. As respostas estão no coração inquieto do tempo. Em ilhas plantas que se descobre no passo do compasso.