Thursday, July 02, 2009
Respiração Desfolhada
Friday, April 03, 2009
Liberdade do Orvalho
Monday, April 02, 2007
Viagem
Tuesday, June 27, 2006
Gelo Espalhado
A fraqueza dos caminhos cai nas pedaladas do tempo. Roma ali tão perto e a roda aqui a florescer de escurecimento. Por onde se vira e rodopia, existe as chuvas de pedras que caem no uivo surdo da paisagem. Há certos momentos que os sons do silêncio, dos rasgos sem sentido, das palavras que não saem, dos gestos esquecidos nas asas depenadas, que gira em torno de obstáculos de vitrais fumados...Gelo espalhado pelo mar num barco desgovernado a bolhar, um olhar cada vez mais embalsamado, a montar tendas fragmentadas...Não há remos nesta transpiração, apenas um sono de barbas que não arranha as ilhas desertas. Todos os dias são dias iguais, sem mistura, sem o dom de haver fogos de artifícios. Puxo os cordéis de espuma, liberto fósseis e as velas rompem-se na brisa. Como é possível haver do monte de roma uma onda de telhados estagnados?...E do outro lado fazer a sobrevivência um corte, uma ajuda de fogo nos dedos da mão...A força da dança escondida no meu bolso a centenas de quilómetros de onde uma das minhas saudades fica parado nas penas a esvoaçar...Não consigo...Talvez...Tenho as mãos em gelo.
Matéria de sono adormecido, em que nas trepadeiras arrancadas não consigo olhar para o tecto. As questões de genes que pecam pelas deformações das cores e do seu substrato. O corpo pintado de ferrugem perfuma os pés paralisados a adocicar os paralelos do caminho. Não sei como os galhos conseguem fazer descair os remos das letras simples. Sei somente que os cabelos estão secos da inocência amaldiçoada.
Tuesday, June 20, 2006
A viagem...
Thursday, May 18, 2006
Madeira
Incham os olhos de espanto...
Rasgam e raramente penetram...
Sangram ouvindo o silêncio...
Não tenho nada para oferecer
Daquilo que verdadeiramente querem...
Apenas deixo escurecer
A ausência da viagem...
Tudo é mera ilusão...
Friday, May 12, 2006
Planície
Para o véu de sangue cobrir os pés...
Galopo sem vista, coberto de viagens
Rasgando a suavidade dos pés...
Frio gelado da memória a dançar
Em pingos de pedra no chão,
Em vazios de vastidão...
Ancorar nos ferimentos que virão
Martelo o descascar da pele
Dilacero a Alma das planícies...
Sunday, April 02, 2006
Teia
Monday, March 20, 2006
Viagem
Rodas de fogo a percorrerem os trilhos das searas.
Sina na mão tatuada
O desejo de cigano no sangue a escorrer...
O fogo arde na espuma,
Dialectos de cores na paisagem,
Correntes degoladas viram bruma,
Transpiração no patamar da miragem...
Gritos de fornos na brandura,
Chaves escondidas à mostra,
Retrato de preto a espalhar verdura,
Marcha de raios, chuva desperta...
Friday, February 24, 2006
Bailado
A Alma pesada no mar,
Fúria de ver passar a felicidade,
Recolhido por não poder amar...
Cada passo são dedos estendidos,
Esventrar o tremendo sulco,
Riscar o horizonte, ponte,
Dedilhar as profundezas da harmonia
Assustador por de tanta força acreditar
Por caminhos trespassado,
Sigo nas viagens
Do bailado de mãos...
