Showing posts with label Viagem. Show all posts
Showing posts with label Viagem. Show all posts

Thursday, July 02, 2009

Respiração Desfolhada

Sopro da brisa dentro do fogo, assim é a respiração; adopção permanente da esperança da Alma em absorver o cálice dos remoinhos saltitantes. Cada envolvimento existe a carência, mas nesse entrelaçar a partilha favorece a convivência insana. Está lá na perseverança da ausência delimitada, organismo intermitente a consumir um compasso encadeado pelas cordas desfolhadas numa plateia ávida do invisível para acarinhar as cortinas, a embalsamada viagem.

Galeria de Prairiekittin - Albuns

Friday, April 03, 2009

Liberdade do Orvalho

Cavalgar contigo na natureza selvagem, ciclos acolhidos na época da liberdade. Celebrámos o trilho com o jeito abraçado, caímos de cansaço na borda da estrada olhando o rio com a sua frescura. Até saltitar nas gotas de licor que caem do céu conseguimos partilhar, dança da qual a pureza acarinhava o entrelaçar. Juntos retalhados sobrevivemos aos mantos coloridos, geometria da comunicação do coração, vento de trovões a resguardar o orvalho dedilhado ao toque sublime onde galhos despidos com folhas faziam descair o perfume das levitações caóticas. Saudades!

Monday, April 02, 2007

Viagem

Muitos sonhos entram nos lagos das pessoas: a viagem escondida nos cantos das fragas, o odor da mistura dum mercado, a lança dos campos na mudança das cores. O tesouro da ilusão mora na esquina de cortejar as letras, onde o alinhamento do percurso solitário segue pelos labirintos. Parar num ponto corta a chama, mas é necessário para depois ir ao fundo dos contornos. Visão das pastagens desérticas.

Tuesday, June 27, 2006

Gelo Espalhado

A fraqueza dos caminhos cai nas pedaladas do tempo. Roma ali tão perto e a roda aqui a florescer de escurecimento. Por onde se vira e rodopia, existe as chuvas de pedras que caem no uivo surdo da paisagem. Há certos momentos que os sons do silêncio, dos rasgos sem sentido, das palavras que não saem, dos gestos esquecidos nas asas depenadas, que gira em torno de obstáculos de vitrais fumados...Gelo espalhado pelo mar num barco desgovernado a bolhar, um olhar cada vez mais embalsamado, a montar tendas fragmentadas...Não há remos nesta transpiração, apenas um sono de barbas que não arranha as ilhas desertas. Todos os dias são dias iguais, sem mistura, sem o dom de haver fogos de artifícios. Puxo os cordéis de espuma, liberto fósseis e as velas rompem-se na brisa. Como é possível haver do monte de roma uma onda de telhados estagnados?...E do outro lado fazer a sobrevivência um corte, uma ajuda de fogo nos dedos da mão...A força da dança escondida no meu bolso a centenas de quilómetros de onde uma das minhas saudades fica parado nas penas a esvoaçar...Não consigo...Talvez...Tenho as mãos em gelo.
Matéria de sono adormecido, em que nas trepadeiras arrancadas não consigo olhar para o tecto. As questões de genes que pecam pelas deformações das cores e do seu substrato. O corpo pintado de ferrugem perfuma os pés paralisados a adocicar os paralelos do caminho. Não sei como os galhos conseguem fazer descair os remos das letras simples. Sei somente que os cabelos estão secos da inocência amaldiçoada.

Tuesday, June 20, 2006

A viagem...

Aberto entre mundos desconhecidos, as asas moldam os papéis queimados. Até o cheiro das cinzas se penetram por essas fendas buscando o leve sentir do tempo. É como se o ruído de polir transparências, fosse uma forma de celebrar a roda do moinho. Todos os pedaços que fogem em salpicos unem-se em sítios separados da Alma. Sei que não posso fazer muito perante um abismo tão profundo, mas sei que em mim existe espaço para que cada cicatriz se incorpore na escuridão da luz. Por mais que o som seja oco, por mais que os olhos não sentem, por mais que os pés não caminham pelo sítio certo, existe prazeres para serem descobertos no meio dum grão de areia.

Thursday, May 18, 2006

Madeira

Poços de madeira são as mulheres.
Incham os olhos de espanto...
Rasgam e raramente penetram...
Sangram ouvindo o silêncio...

Não tenho nada para oferecer
Daquilo que verdadeiramente querem...
Apenas deixo escurecer
A ausência da viagem...

Tudo é mera ilusão...

Friday, May 12, 2006

Planície

Os horizontes penteiam-se de pastagens
Para o véu de sangue cobrir os pés...
Galopo sem vista, coberto de viagens
Rasgando a suavidade dos pés...

Frio gelado da memória a dançar
Em pingos de pedra no chão,
Em vazios de vastidão...

Ancorar nos ferimentos que virão
Martelo o descascar da pele
Dilacero a Alma das planícies...

Sunday, April 02, 2006

Teia

O meu colo de saudade
Banho a solidão dos momentos...
Teia de vida, sopro de sombras...
Corpo molhado, desfolhado, desflorado...

Cruel aspecto, delicioso...
Tentação de fundas paragens...

Desejos infinitos da essência,
Da dança de fogo,
Rebentos de viagens...
Na berma da pureza, fortaleza, leveza...


Monday, March 20, 2006

Viagem

No parapeito do céu, no abismo do Inverno,
Rodas de fogo a percorrerem os trilhos das searas.
Sina na mão tatuada
O desejo de cigano no sangue a escorrer...

O fogo arde na espuma,
Dialectos de cores na paisagem,
Correntes degoladas viram bruma,
Transpiração no patamar da miragem...

Gritos de fornos na brandura,
Chaves escondidas à mostra,
Retrato de preto a espalhar verdura,
Marcha de raios, chuva desperta...

Friday, February 24, 2006

Bailado

Tenho a mão retalhada,
A Alma pesada no mar,
Fúria de ver passar a felicidade,
Recolhido por não poder amar...

Cada passo são dedos estendidos,
Esventrar o tremendo sulco,
Riscar o horizonte, ponte,
Dedilhar as profundezas da harmonia

Assustador por de tanta força acreditar
Por caminhos trespassado,
Sigo nas viagens
Do bailado de mãos...