Monday, July 30, 2007
Sunday, July 29, 2007
Destino
Passeia dentro das vielas...
Correndo num destino,
Arrepiado pela noite...
A esquina das arvores
Chega no remar das sombras,
A esconder os bolsos
Revirados...
Reflexo nu...
Despido na concha...
Transparente rio da fresca loucura...
Evaporo no vulcão da Lua...
Opaco destino...Mergulho...
Friday, July 27, 2007
Salpicar o Fogo
Cortina curta moldada no voar...
Baralho da fogueira em nevoeiro...
Por dentro das gotas o grito
Salpica o orvalho do fogo...
Gemido entretido...
Vestido retido...
A transparente brasa
Rejubila o calor...
Tuesday, July 24, 2007
Chiar
Lavra o manto descalço...
Mato rasgado, pousado na carruagem...
Chia cada instante perfumado...
Pequenas gotas de água
A espernear o sentido reticente...
Flutuam as pausas tilintadas...
Saturday, July 21, 2007
Wednesday, July 18, 2007
Parabéns Duende
Sunday, July 15, 2007
Eternidade

Friday, July 13, 2007
Madrugada do dia 13
Thursday, July 12, 2007
Wednesday, July 11, 2007
Silêncio do Trovão
Aberto poço da escuridão...
Contagem do declínio...
Desfalecimento...falecimento...
Rega...Chuva...Pluma...
Risco...Rasgo...
Silêncio...
Turbilhão do vulcão...
Rebordo sinfónico...
Imaginação...Vastidão..
Encosto...Entreposto...
Colosso de ossos...
Arrecadação sem arrumação...
Trovejar...
Tuesday, July 10, 2007
Homem
Os homens desgastam os ossos, atropelados na fila do momento. No lago indefinido das soluções encontra-se os assobios do vento voraz, retendo a ribeira de emoções, cortando o gemido das cheias. Aglutinar a pele rasgada, a força cruzada num destino nublado. A melhor visão saboreia o desfilar da solta despedida.Monday, July 09, 2007
Ilha da Páscoa
Friday, July 06, 2007
Atchim
Quando a garganta está inflamada....Atchim!
Quando a temperatura do corpo não é constante...Atchim!
Uma laranja..Um chá...Uma malga de leite...Atchinzinho!
Friday, June 29, 2007
Tricotar a Lua
Thursday, June 28, 2007
Taste my Blood
Encontro sons feitos de incêndios, rebusco a paz flamejada.
erótico paladar que descai nos lábios,
que se enrola no desfilar das notas.
Vou até ti. Devora-me...
Sunday, June 24, 2007
Type O Negative VII
Type O Negative
Album:"October Rust"(1996)
Música:My Girlfiend's Girlfriend
Thursday, June 21, 2007
Type O Negative VI
Type O Negative
Album: "Bloody Kisses" (1993)
Música: Summer Breeze
Sunday, June 17, 2007
Type O Negative V
Type O Negative
Album:"World Coming Down" (1999)
Música:Hallow's Eve
Wednesday, June 13, 2007
Type O Negative IV
As brasas limam o êxtase, carícia tocada pela extremidade, ardor munido de descontrolo. A loucura apodera-se das paredes que se derretem.
A lança penetra o fogo, a clamar pela ossada pernoitada nas profundidades do campo nu...” Inside of her - deep inside of her”
Type O Negative
Album:"Bloody Kisses" (1993)
Música: Machine Srew & Christian Woman
Sunday, June 10, 2007
Type O Negative III
Álbum:”World Coming Down” (1999)
Música:Everything Dies
Saturday, June 09, 2007
Type O Negative II
Embrulhei vidros neste desejo mortal da evaporação. Faço parte da lei seca, do deserto esventrado do Outono; um circo de lamentações que aniquilam o pigmento do sofrimento. Sirvo de alimento ao demónio das purezas, do qual ele se aprisiona na liberdade concedida. Meus lábios estão ajoelhados ao Amor, morte santa; moldura corrida ao vento passado. Tenho passos sem fim de onde não estou, para onde passou o que já ficou. Seguro o ramo da vela queimada, floresce o chamamento da partitura…Virá num manto, vinho tinto…” one hundred candles burning”
Type O Negative
Album:"October Rust" (1996)
Música:Love You To Death
Type O Negative I
Type O Negative
Album: "Bloody Kisses" (1993)
Música: Black No. 1
Thursday, June 07, 2007
Wednesday, June 06, 2007
Thursday, May 31, 2007
Pânico
Num frasco de notas floridas;
O esquecimento perdido está,
A lembrança cavada cairá.
Nada do ser recolhe as trincheiras.
O pânico evapora o medo
Comprimido pela luz,
Seco de esperança...
Olho teu brilho,
Enlaço a silhueta.
A lágrima descai
Pesada Alma, restolho...
Ouço o barulho do silêncio da Lua...
Tuesday, May 29, 2007
Cavalo de Fogo
Sunday, May 27, 2007
Guardador da Luz
A loucura ceifa a matriz da multidão mecanizada. Sem perguntas, sem respostas, sem a imposição de tais inquisições. O que resta no lameiro onde a chuva não pára de respingar?
Nem na mais densa floresta as questões incomodam o cinzento borbulhar da actualidade. Recreios nus sem velas…
Friday, May 25, 2007
Wednesday, May 23, 2007
Maestro
Sunday, May 20, 2007
Santa Maria da Feira - Teatro de Rua
Saturday, May 19, 2007
Garrafa
Friday, May 18, 2007
Sagradas Mãos

Wednesday, May 16, 2007
Tuesday, May 15, 2007
Tinta
Monday, May 14, 2007
Ribeira
Sinto o estremecer dentro de mim: o sol, o vento, a chuva, o granizo...Nem o próprio arco-íris escapa aos raios que saem da Alma...
Friday, May 11, 2007
Sociedade
Wednesday, May 09, 2007
Loucura
Friday, May 04, 2007
Wednesday, May 02, 2007
O Murmúrio
Ao lado dum violino,
Enquanto o embalo do peito despido
Acordou cordas.
Resta o convento do pedreiro
A velar imortais sons...
A insuportável queimadela
Desfaz-se como um corcunda
Posto ao lado do segundo...
A tenda aberta sustém o vento...
O mar sufocado abraça o vazio...
Galopo a voz tremida, a louca insónia!
O relâmpago irrompe,
Proveniente do sossego...
Tão poderoso reino da silhueta
Que diluo o meigo do formoso mel...
Deixo o incenso invadir as cavernas
Ao cruel do ardente pecado.
As chamas do lábio,
As flores do aflito gemido...
Vou até ao teu colo,
Adormecer na tua vinha,
Para naufragar a doçura
Dos pés descalços, enlaçados...
Bordo o murmúrio...
Dorme comigo Lua mágica...
Monday, April 30, 2007
Gólgota
Sunday, April 29, 2007
Argola
Friday, April 27, 2007
Wednesday, April 25, 2007
O milagre...
A busca do santuário encontra o repouso nos lagos, e os ecos nas grutas profundas das montanhas. A silhueta da Lua encanta os caminhantes, as telas das notas bailam no ouvido onde as verdejantes árvores incorporam a magia. O tempo passa devagar, tocando o pormenor de sentir cada instante. A melodia dos cabelos dourados entreabre o desejo pela criança. O prazer devora a sua beleza num contágio entre a natureza e os Homens, um cântico vindo da Alma.
A Twlwyth é um estado mais avançado:D
(O milagre é transformar o céu em chuva dourada para quebrar o feitiço de retornares a casa com o gesso)
Monday, April 23, 2007
23 Luas
Ò minha Senhora....
Aglomerar o clandestino passageiro
Arrumado na comoção do desfiladeiro;
Pernoito a ouvir a paródia do gesto
A desterrar a fúria do relento...
Furto o corredor da inquietude
Escavando o cego território;
Eclodir ou esbanjar o nevoeiro?!
Vestir os trapos do esquecimento...
Amanheço o deserto madrugador
Timoneiro da rede, saqueador da sede
Cobiço o silêncio num infame túnel.
Resquícios da sombra esfaqueada...
Parei a minha escrita, um homem senta-se ao meu lado (87 anos) e diz-me os seguintes versos:
Diz-me lá ao cantadeira...
Que te prezas de saber
Onde estavas tu metida
E antes do teu pai nascer
Se fores uma cantadeira afamada
Deves-me já saber responder...
Minha mãe foi regateira
Vendia melões na praça
Se eu sou corno, tu és puta
Somos todos da mesma raça
Ele sai em Ovar, e eu sigo no comboio para o Porto.
Saturday, April 21, 2007
Thursday, April 19, 2007
Wednesday, April 18, 2007
LVR
Ainda não... Ainda não...Ainda não...
Não! Não! Não!
Acariciar os verdes prados...
Mando...Ando...Mando...
Aqui Li...Aqui Vi...Aqui Ri...
Ainda não... Ainda não...Ainda não...
A mão tira o pão...
Debruça-te no vão da escada...
Ainda não... Ainda não...Ainda não...
Santo cumpre a tua promessa...
Ainda não... Ainda não...Ainda não...
Tuesday, April 17, 2007
Velas Molhadas
Sangra o espanto do espantalho...
O cesto é colocado junto ao alho
Perguntando à alergia pelos esquecidos...
Volta ao sarcófago de telas
A revirar a camisa molhada;
Torna o sumo a chuvada,
A Alma, os cursos sem velas...
No aberto pântano o peregrino prega...
Prega sua essência aos pecadores sem moradia...
Monday, April 16, 2007
Calafrio
Num abraço sem odor,
Numa correria desenfreada pelas bermas...
Moldados na sombra o melhor amigo
Aconchega o espírito do fantasma...
Ruínas tornam-se fronteiras visíveis
Do calafrio sentido...
Cada vez mais transpiro nas chamas do sol...
O gelo afasta-se das profundezas...
Não largo a âncora de mim...
Permanece o meu cachecol
Em redor do meu pescoço...
Sou eu... É a minha identidade...
Friday, April 13, 2007
Saltitar
Afundar nas pétalas incertas...
A concha perfumada,
O paradigma guardado;
A lenda desfeita
Entrelaçada na mão;
Dar voltas num ritmo frenético
À velocidade das estrelas
Numa folha queimada...
As cinzas caem em pedaços
a ornamentar rasgos de armadilhas...
Saltito..Saltito...Saltito...
Sunday, April 08, 2007
Dor sem Fé
Ao aprofundar os fundos dos baús…
Chispas bombeadas do além…
Não pertencem ao corpo…
Profanação da cruz
Vai pelo pescoço dos troncos;
Abaixo do limiar da pobreza,
Por cima dos túmulos…
Crio alongamentos ocos;
Não escapo da dor!
Aventura regada no seio
Debruça a paixão do coração,
No ventre dum voo…
Dilacero a parte infinita do canto
Num mar levado pelas ondas.
Dorida espuma;
A sensação do pergaminho…
O caos sem fé…
(Foto tirada por um amigo, João V., em Marco de Canaveses)
Saturday, April 07, 2007
Ondas nas ruas do Porto
A carcaça está no pulmão fumado. Pus os pés a dançar nas ruas, nas rotundas, nos pequenos bosques que abraçam a cidade, na ondulação que percorre a noite. Invento a transparência da iluminação num eterno tactear, a movimentar o fogo do fundo vazio. Flutuo no misterioso encanto de ouvir a escuridão, aberto ou fechado pelas esquinas, levo excertos de pedaços.
Tranco a porta e vou dormir…
Friday, April 06, 2007
Árvores Cruas
Orgulho IV
O equilíbrio das pétalas aconchegadas no peito germina. Fazê-las crescer leva a não esquecer, de estar presente nem que seja com uma leve brisa junto daqueles que nos ajudaram a desenvolver. Pensar, estar, com essas pessoas só quando elas se vão, deixa a amargura nos lábios. Aí nunca mais poderemos dizer fisicamente o quanto elas são importantes. O mais significativo do percurso não é a quantidade mas sim valorizar a qualidade, nem que essa seja imensamente reduzida.
Quando li este post da Nin fiquei emocionado. Ela fez algo que muita gente não faz: esteve com o seu melhor amigo. Há sempre um segundo para dar a quem gostamos, e quem diz que não tem tempo e di-lo sistematicamente, é porque afinal não sabe o que é gostar dessa pessoa.
Manto
Os teus caminhos foram, e são de dor, não sendo eu capaz de reagir a esses indícios. O inevitável acontecerá. Estarei o máximo junto a ti o quanto eu possa…
Wednesday, April 04, 2007
Flutuação

Monday, April 02, 2007
Viagem
Sunday, April 01, 2007
Amo-te Lua...
Torci a Alma
Causando a ruptura,
Tropeçando na fractura…
Moídas a pentear as veias…
A força das asas bate.
A saia enrola-se nos olhos;
Os poros sulcam as marés;
Enquanto os dedos aninham-se
Nas pétalas da Lua…
Amo-te!

Pequeno questionário:
http://home.att.net/~slugbutter/evil/
Resultado: Pure Evil
Friday, March 30, 2007
Ultimado
Encontro a insanidade...
Decorar as vestes, desperta os feitiços.
Gota calcada no linho...
Gota sem interesse no vinho...
Adormecer por dentro; por fora a velejar.
Galopar a deslocação sobre o mar
Salienta a vivência acorrentada...
Exilado, o receio fica na prisão.
O carrinho, o silêncio...
Enganado pelas arestas, o beijo fica imóvel.
Rasgo a viagem,
A flexibilidade ocorre sem naturalidade....
Amargurado na imobilidade...
As imagens ficam ausentes...
Parto de mim, sem partir de mim...
Ultimado...
Monday, March 26, 2007
O romance do baloiço...
Tuesday, March 20, 2007
Carta
Venho comunicar-lhe ao sabor do vento que espeta os devaneios, os seus círculos amargos são tempero do granizo. Isto foi-me comunicado quando estava a engolir as ervilhas, uma por uma. Pode parecer-lhe algo doentio, mas cada uma delas tem uma expressão única, e além de ser única transmite mensagens de uma dimensão que não pode ser tocada por seres normais. Quando falo normal é no contexto dos seres que andam a deambular sempre da mesma forma. Uma média sem sentido nenhum, que se usa na normalização para deixar as pessoas na mesma caixa, e as outras em sítios que não façam ruído para os restantes. Após esta breve explicação de onde provém a comunicação vou passar à restante informação.
O granizo está a perfurar as rodas do tempo que tanto fale. Não deixa de ser verdade que andar com rodas furadas pode fazer com que o ruído seja uma melodia interessante. Neste caso faz-me comichão aos meus tremores. Quanto à amargura, o realismo deixa a bailar até à ponta de unhas não pintadas, a mostrar as tripas dos infiéis.
Não vou estar a divagar muito porque como sabe isso compete à sua pessoa. Embeleza demasiado a pureza que vai dentro da sua Alma, por isso prevejo nos seus olhos um corpo a espalhar pétalas aos amantes de outros seres. Queria apresentar a sua auto estima à loucura, a sua mente ao rio, e aí o seu sonho seria realizado. Eu sei qual é a sua maior fantasia. Sei sim. Apesar de nunca o dizer sei o que vai no baú de teias de aranhas. O silêncio mata-o Não uma morte qualquer, mas sim uma morte com um sorriso. Tudo passou a ser estatística na qual compete a si a modificação daquilo que não pode modificar.
Vou de encontro a si para lhe arrancar o coração. Não pergunte como o vou fazer, somente deixe que seja posto num caixão de gelo. Aí estará seguro... Por enquanto não tenho mais nada a registar por isso irei à sua procura. Sabe que não poderá escapar. Sabe disso não sabe?...Hummmmmm...
Comprimentos melancólicos,
Assinatura: DarkViolet
Sunday, March 18, 2007
Cogumelos
Tuesday, March 13, 2007
Corvus Corax
Deixo o site da banda: http://www.corvuscorax.de
Gostei especialmente a oportunidade de poder ouvir o som de alguns instrumentos utilizados. Vão a “Music”=>”instruments”.
Saturday, March 10, 2007
Ribeira
Tenho o peito ao vento quente que me atiça a suavidade. As folhas começam a sair, as flores das camélias estão com as cores na direcção dos raios, o crescimento ocorre. O sol entra forte no fim do Inverno, e tudo gira em torno dos sons épicos. O movimento do nu fascina o olhar. Tenho que encontrar uma ribeira para me banhar e colocar a melodia a fervilhar…Uma ferida selvagem num espaço desconhecido…É isso que vou procurar…
Friday, March 09, 2007
Thursday, March 08, 2007
Vendaval
Fixo o gelo das folhas;
O gemido terno sai profundo
Em escolha de folhas geladas...
Sacrifico o som, tom, dom...
Abro a sepultura da inocência.
Varro o céu da clemência.
Navego num caixão aberto,
Acompanhado por um fio de pedras;
Subo ao patamar das portas fechadas
A plantar flores somente para mim.
Nas escarpas enroladas
A maré decora o manto da chuva...
Monday, March 05, 2007
Saturday, March 03, 2007
Friday, March 02, 2007
Moon Tear
Thursday, March 01, 2007
Doce Demónio
Agora és livre doce Demónio. As correntes da sensibilidade estão cheias de ferrugem e os sentimentos encontram-se afundados em poços sem fundos. Assim não tens que te preocupar em embelezar pérolas de melodias. Soa que isso te sufoca, não é?!Deixa essa tua realidade de lado, não é isso que as pessoas querem encontrar, muito menos aquilo que poderão fantasiar num mundo de ilusões. As metáforas são difíceis de descodificar, o labirinto sem entroncamentos, o perfume com essências que deambulam com o vento onde encontram ruelas demasiado afuniladas. Os inexplicáveis contornos sentimentais que flúem na rapidez dos segundos são o massacre da memória, por isso és livre neste mundo “civilizado”. Vai dilacerar a tua Alma...
Wednesday, February 28, 2007
Olvidar
Na letra dum devaneio...
Impregnado na escravatura
Ignoro os gemidos.
Somente devoro tua Alma.
Pinto o caixão num medalhão
A fervilhar o sangue do veneno
Irradiado na escuridão...
Rasgo o nevoeiro do licor
Onde o ostracismo mergulha...
Vês a face do vazio;
Não sentes nenhuma metamorfose,
Nem profundidade, nem fuga...
Encontro-me dilacerado
A olvidar a navalha.
Ela não perguntará por ti...
Tuesday, February 27, 2007
Amor de Filho
Sunday, February 25, 2007
Verter
Saturday, February 24, 2007
Chapinhar
Enrolado na beira das falésias.
Paletes de ciclones
Alertam a intuição:
A muralha enfeita a cortina
Junto ao bosque
Onde os predadores aglomerados
Ouvem a ausência da letra...
A noite nasceu dentro da madrugada;
Estremecida força,
Túnel profundo.
A lamparina esqueceu o mergulho;
Perco a vista,
Ganho a voz...
Chapinhar na escuridão...
A sobrevivência...
Friday, February 23, 2007
Contido Estrondo
Calor frio em gelo quente
Vazio despido vestido consentido
Sentimento contido
Imensidão transparente
Ausente sensação
Transbordar num reflexo
Aperto sufocante que chove na palma da mão
Gemido ouvido corrido
Corpo perfumado esfumado
Caixa de musica
Melodia unica...
Duende

Sinto falta das pétalas a caírem em simultâneo.
Wednesday, February 21, 2007
Troncos de Fogo
Friday, February 16, 2007
Teias de Saudade
Saudade...Mistura...Licor...
A esperança das estrelas
Nas camadas das teias,
Cai a lágrima...
Arranho a sombra das fragas
A deixar os relâmpagos arderem
No ventre das folhas secas...
O percurso das vibrações
Estica o robusto olhar...
Sobe o tom, bate o coração...
O medo treme,
Impotente, estrela cadente...
“Ninguém está aí...”... Aqui...
“
....
I am the mistress of loneliness,
my court is deserted but I do not care.
The presence of people is ugly and cold
and something I can neither watch nor bear.
So, I prefer to lie in darkness silence alone,
listening to the lack of light, or sound,
or someone to talk to, for something to share ...-
but there is no hope and no-one is there.
…
“
Sopor Aerternus - No-One is there
(Música em baixo)
Último olhar pousado nas mãos...
Thursday, February 15, 2007
Vitrais Coloridos
A rabiscar nas chaves dos céus
Contornos que os sonhos pintam...
As nuvens pingam pés floreados;
Uma onda de saltos distantes...
Um caminho entrelaçado nos jardins...
Uma viagem pela beira do carrinho...
Cada ano transpira os vitrais
Numa cidade de transparências.
O momento é feito para brilhar
Para tocar notas de pétalas.
O segmento perfeito da profundidade colorida...
Um feliz dia de anos prima:)
Tuesday, February 13, 2007
Matraquilhos

Monday, February 12, 2007
Perfume
De madrugada caíram pingos de chuva fresca onde molharam o meu corpo despido. Os dedos de fraqueza rasgaram a pele deixando seu odor perfumar as veias desejosas de poderem serem orvalhadas. O canto perfurou o que é o sismo fez tremer...
Sunday, February 11, 2007
Riso do Rio
Num rasto das notas pingadas
Um som silencioso de relâmpagos;
Uma serenidade de prisioneiros libertos;
Um violento sopro para solidificar geadas;
Sinal da ausência pendurado nos soluços…
Rio do riso pergunta pela onda…
Riso do rio pergunta pela dona…
Friday, February 09, 2007
Alçapão Latente
Ardente
Poente
Latente
Mãos Esculpidas
Sótão
Escuridão
Alçapão
As correntes escapam ao esquecimento; mãos ou pés têm sempre um dom de enriquecer o espírito. Ouvir o som da ave a sobrevoar outros mares, os toques do silêncio a chilrear as harmonias em momentos únicos, são banhos húmidos de prazer. Livres voam os anjos por não saberem tocar... Porventura não valerá a questão?...
Wednesday, February 07, 2007
7Unhas Negras7
Quando se sente o corpo a gelar
A Alma entra em combustão
Agreste sem cessar no meio dos trovões
À espera de ir num sopro do vento árido
De ir num olhar
De correr nas luzes espalhadas
Longe...
Abre-se por dentro os cabos esticados
Uns atrás dos outros
A tentar falar por entre linhas esquecidas
...Fogo de água cai no esboço...
...Uma tela...
...Unhas pintadas de negro...
Monday, February 05, 2007
Eutanásia
Pensei e repensei no assunto para chegar que a conclusão que porventura poderia chegar iria ser demasiada confusa dando cabo da minha mente. Esticaria minhas células até ao limiar da insatisfação, nunca mais poderia sentir o eco do alimento a retalhar o escondido som, esmagando os restos da minha insanidade. Estas linhas não me estão a ajudar nada e fico somente com uma certeza suspenso no elemento retido da Alma. “Who am my to disagree?” Abuse me...Crio a semente rasgada do olhar, não pergunto a cor do inferno nem em que ponto a brasa começou a existir e se no meu coração correm veias feitas de pó. Sim ou Não...A resposta está toda na pergunta não formulada, onde só ocorre a questão fundamental: legalizem que o feto tenha a oportunidade de poder praticar a eutanásia. Aí poderei votar com consciência tranquila porque o meu voto seria inútil.
P.S: O texto não é para ser levado a sério.
Sunday, February 04, 2007
Brutal Cal
Capítulo brutal.
Inacabado ao suspiro.
Por dentro do silêncio
A massacrar os lábios da nudez
Desfilo nos húmidos pedaços.
Num rasgo do desfiladeiro
Ofusco o som cercado…
Ergo a invisibilidade
Da transparência de fogo
Até ao portão de grades vendadas…
A gemer de prazer…
Estremeço com espinhos cravados.
Do mal fatal dou uma foda aos sentidos…
Onde cresço ao sabor da Bruma.
Friday, February 02, 2007
Cristalizar o Voo
Um ano de Luas
Onde a sensação mergulha
Embrulhada nos feitiços...
Restolho permanece nas geadas
Dobrado em silhuetas
Para criar ventanias vazias
Mão enrola a Alma
Inconsciente pé
O Paciente desassossego
Coração de bolhas
Acarinha a montanha...
A neve, a fantasia...
Escamas de folhas
Rasgam o que a mão amanha...
Leve, a magia...
Cristalizo o Demónio...
Voar...
Orgulho III
Os caracóis enrolados saltam na pele dos segundos, árduos e secos a contemplar o horizonte. Dum fresco toque descai a manhã nas lagoas da metamorfose, um sopro, uma miragem de sentimentos, uma viagem contida. Percorro o altar do sentimento na criança do canto melódico, a encontrar as beiras do vento ao som do luar. Saem fogos pelos longos cabelos, começo a devorar as faíscas das translações das campas, um estrondo monumental de trovões rabiscam a porcelana partida. Roer texturas dos pedaços de sangue da moldura; caio no esboço do meu rosto a revirar páginas antigas, a morder apontamentos de notas. De longe para perto a magia entra em mim, contemplando um lugar, só. A noite pingada por uma gota onde o coração explode no medo reflectido, sobrevivo a rasgar escavações percorridas pelas ruas da memória. Uma beleza de profundezas a tocar a embriaguez do paladar, o veneno da corrente que perfuma a minha pele, navegando num ruído estreito. A Lua aninha-se nas fissuras da minha carne, atiro a liberdade da lareira e espreito a palma da mão...
Não há tempo. Parabéns ao tempo!















