Thursday, October 25, 2007

Moon Dance

Dispo-te até gemer dentro de ti...
Enrolo-me na silhueta do odor...

Entras pelas folhas a suspirar;
Penetras rasgos da existência feitos de mistérios.

O sossego das estrelas enlaça-se no brilho prateado;
Amor cantado.
Notas de viagens perfuradas pelo tempo aprisionado.

Nu,
Minha Alma sente
Saudade de voar até ao calor das chamas que envolves.

Descair no núcleo do magma.
Alcançar teus elos...Vou até ti, Lua...


Sunday, October 21, 2007

Números

“As pessoas grandes adoram os números. Quando a gente lhes fala de um novo amigo, elas jamais se informam do essencial. Não perguntam nunca:”Qual é o som da sua voz? Quais os brinquedos que prefere? Será que colecciona borboletas?” Mas perguntam:”Qual é a sua idade? Quantos irmãos tem? Quanto pesa? Quanto ganha seu pai?” Somente então é que elas julgam conhecê-lo.”
Antoine Saint-Exupéry – O Principezinho.


Friday, October 19, 2007

Asas

O círculo das asas, um horizonte, uma orientação segundo um portal gigante. Negro vestido...Violeta despido. Regado à tradição de voos, ao ritual da inspiração.
Desobstruir a reabilitação das fechaduras num sopro desgovernado. Arrancar obstáculos estrondosos do silêncio para levantar mórbidas asas. Existe fragrância na pele do tempo. Sulco que incendeia o estalar das folhas de madeira.

Tuesday, October 16, 2007

Cruz

Gigantes estão na metamorfose da fluidez. Olhos que olham o sangue, escorre na face, uma ternura rasgada a provar a doce loucura da dor. Seguem onde o fundo alcança o devaneio das profundezas. Um beijo eloquente a regar a tempestade despida. A cruz corta a pele, entrando nas veias até que o som se desperdice no vento. Abanar a eternidade com a palma das mãos, com a face do inalcançável.
Os galhos são infiéis quando as folhas não descarrilam nos galhos.

Friday, October 12, 2007

Falésias

A orla dançante cobre as trevas
na borda das falésias.
Aroma esvoaçante...

Wednesday, October 10, 2007

A Orquestra

A interacção das pessoas confinadas ao espaço terrestre põe do mesmo lado certas teorias físicas:

  • A partir do momento que pelo menos dois seres interagem o sistema não volta a ser o mesmo. O nosso sistema, a nossa sociedade, a nossa orquestra, e todos os seus contextos e intervenientes está em constante mutação.
  • Quanto emitimos apenas um fotão por uma montagem de dupla fenda, ou ele passa ou não passa. Funciona o campo da probabilidade...
  • Os múltiplos universos paralelos vão até onde a imaginação alcançar seu clímax.

LINK

Monday, October 08, 2007

Galhos

Vestem-se segundo o sabor dos gestos
Os Galhos;
Labirinto de encruzilhadas, de portas.
As ventanias secretas misturam
Os Galhos;
Gemidos de carícias estalam os rios
Os Galhos;
Mistérios das nuvens, rosto entristecido,
Os Galhos;
Arrepiam cambalhotas de desejos
A desfrutar a leveza das guilhotinas...
Cortes do cru aberto, nus,
Os Galhos;
Recordar a lembrança, a loucura de trepar,
O chuvisco ao orvalhar
Sinfonias de trevas adormecidas,
Os Galhos;
Deter um movimento puro
A sepultar a terra ferida.
Os Galhos;
Anel de pétalas a cantarolar a suavidade
Os Galhos.

O frenesim arrebenta ao despido olhar.

Sunday, October 07, 2007

Enigma

A bala entra dentro da pele, ardente a pautar seus rasgos. Cada um toma conta do seu ninho em lutas ferozes para olvidar as asas trituradoras. Nem mesmo a auscultar o silêncio sobra tempo para a memória; toque ao som do desaguar do rio no mar. Gritos estrondosos mutilam as margens, descanso mutilado ao ciclone do sossego.
Permanecem metáforas, permanece o sentido vago.

Sete voos, sete novas…
Números nus…

Treze paus, trezes estacas…
Véus separados…

Vinte três sentidos, vinte três desconhecidos…
Chuvas torrenciais…

Incógnita, enigma...
Caveira ou mineira…
Obscuro, coberto…

Archote refugiado…
Sentir o nevoeiro…

Somar

Saturday, October 06, 2007

Rugby



A França esmagou, triturou, dilacerou a Nova Zelândia.
Lindo!
20-18
Post desconexo com o tema do blog ou talvez não.
LOL

Sino

Sino pinga...
Tom ao som do tom...
Pinga!

A cor do badalar...
Sufocar...
O ar...

Ardor ou Amor!

Sem cura a dor não dura;
Ou pura ou plena verdura...

Fixar o crucifixo
Dentro da Alma,
O pingo!

Condensado gelo...
Aroma fresco...
Espelho de água...
Gestos...
Poças de salpicos...
Carroça a deambular,
Andar, marinhar...

Voar...

Thursday, October 04, 2007

A Face

O Punhal derrama-se brutalmente sobre o corpo. Verte o sangue da pele ao sequestrar o desfolhado pólen. A chama do inferno, o gelo do céu. Derreter as vagas do tormento.
O fundo ecoa dentro de mim.
Quem pergunta?
Quem sugere pintar feras na face?
Qual animal se levanta numa luta contra a vontade?
Qual o lugar?
Para além da germinação empolga-se o saltitar das sementes. Punhal encravado...Suculento sabor!

Tuesday, October 02, 2007

Lago Penetrante

Assombrado pelo lago, o rasgo penetrante chega perto da escuridão, repousar no suspiro, calor. Deambula sobre a pele num gesto que faz gemer o coração. O debruçar ecoa na vastidão das árvores, intervalo onde pinga o desejo. Ouvir as cortinas estendidas na mão com o licor a verter subterrâneos, destroços de relíquias. Dedos fogem entre dedos, fixa a troca do ardor liberto.
Folhas fazem o manto do Outono...

Saturday, September 29, 2007

Chuva de Teias

A teia encharcada...
O peito nu...
As cordas soltam notas de gotas...

Thursday, September 27, 2007

Dali

Navegar entre os esboços, tons ilegíveis de cal branca. Ossadas desmembradas no estranho local abandonado, fazem revisitar as ruínas, contornos da flutuação da imaginação. A madeira estalada, a desfazer-se no pó, a escrita de vagabundos do devaneio. Recoloca-se o passado aos olhos dos visitantes, românticos gestos que balançam na reconstrução. Esculturas de cavalo voam num bronze toque, novos seres abraçam contos de fantasias ondulantes. A nota de sombra povoa os demónios, borboletas, dragões, girafas em fogo...Arder na bíblia, dores conflituosas com mantos de cabelos. A escadaria desce de patamar em patamar, a aproximação do fogo, profana mistura de lábios, excitação descaída das mãos...

Wednesday, September 26, 2007

Arder

A lágrima enrolada
Enche os inesperados retalhos...
Arder iluminado...
A esperança assenta
Ao êxtase nu beijar.
Grito louco no profano telhado exaltado.
Trémula Lua percorre o sonambulismo,
Fogo nocturno, violento trovejar.
Arrebata meu ser na gota da tua silhueta...
Fundir as teias, entrar no fogo.

Monday, September 24, 2007

Fio de Trovões

Ruínas de trovões assombram o vale numa metamorfose de florestas coloridas. Os risos estrondosos lavram o lagar, a consumir as embriagadas bagas. Num poço profundo os condenados andam a polir o carrossel. Embalar as asas num fio salpicado.

Saturday, September 22, 2007

Desabrochar

Treme a terra no sítio aclamado pelo silêncio. O ronronar das trovoadas despedaça as folhas tornando os galhos um sabor nu. Despido a vislumbrar o orvalho, cortinas do tempo crescem dentro do manto. Não falta muito para os cogumelos desabrocharem. Até os esconderijos mais elaborados se tornam um licor derretido. O agigantar da essência da natureza.

Friday, September 21, 2007

Outono

As folhas irão começar a descair...
Silhuetas do Outono...

Queda do Vento

A queda da trovoada ou o vento esculpido no olhos?! A explosão gera inundações de gotas, a soprar o além desgovernado pelas saliências do suspiro. Na própria divagação o ar surge nublado. Risco que tocam, rasgos acautelados...Repouso ao palpitar da meditação, a prender correntes de encruzilhadas. O tempo, o vento, o alento.

Wednesday, September 19, 2007

Cinzas

A cinza voa num compasso desmesurado.

Thursday, September 13, 2007

Poços do Devaneio

O tempo virgem urge aos soluços, a arrancar os passos do chão com derrocadas de pele a desfalecerem o assombrar dos murmúrios. Olhar...Tocar...Impregnar o suspirar numa alegoria de espelhos...Instantes abreviados num condensador a deflagrar o deslize. A escuridão fica perplexa, a encher profundezas; poços do devaneio.

Tuesday, September 11, 2007

Vento ao Monte

Cada círculo oferece o esplendor da viragem,
Viagem dum sublime olhar guardado,
Colagem ao rosto moldado.

Rodas de silhuetas que se fundem no limiar do abismo, ao vento que sobra no moinho. Do monte ecoa o livre perfumar, cânticos de pedras lapidadas.

Kandinsky

Friday, September 07, 2007

Sombra

A sombra que rasteja...
A Alma que voa...
Do labirinto o esconder não foge...

Tuesday, September 04, 2007

Pronúncia Descuidada

Acalento o sossego inquieto junto ao palpitar, um rasgo de murmúrios que bailam ao anoitecer. Coloco a cadeira na varanda, sento o corpo nas escadas de pedra, a noite cai bruscamente como a temperatura que me envolve. Os rabiscos no papel, iluminados pela luz da sala, voam excitados numa pronúncia descuidada. Aprendo a soltar as letras, elas que fazem os números, eles que compõem a sinfonia; as notas, a folha, o corpo quase nu. Despidos os sons, a embriaguez de licores desce sobre a pele...refresco ou doidice...

Resguardo


As folhas secas cobrem o chão,
estalam como madeira.
O aroma do Outono aproxima-se,
resguardado dentro da concha.

Friday, August 31, 2007

Reflexo Helicoidal...

Viram ossadas dentro do caixão, armadura de prata coberta de pétalas orvalhadas. O reflexo benzia a madeira estalada, vento escondido da poeira, idade sem pulso. Chega o instante obscuro a pernoitar nas planícies, o tactear dos ferros doces da masmorra. O laço feito de ossos enrosca-se ao perfume do andamento helicoidal. Um batimento, um ciclone de vapores...

Thursday, August 30, 2007

Poção Noctívaga

Estrondos ecos, mordomias de translações...
Sombras vastas, corredor de rio...

Abre-se a Alma, deslizar eloquente...

Arrebentar encharcadas mãos, dobradas ao tilintar, sedosas...
Traspassar o momento invisível
Ao tropeçar das palavras...renda dedilhada....

A escuridão das colunas,
Remem no dorso das costas,
Flutuam na encosta,
Afundam-se num olhar prateado...

Poção noctívaga...

Tuesday, August 28, 2007

Orvalho de Lua

O tear, teia do esconderijo...
Reboco que atinge a miragem
Até ao infinito do reflexo...

A mão, visão do inalcançável...
A espessa abertura, os olhos...

Orifício fechado ao tempo...
Canal resguardado à tempestade...

O orvalho enche meu peito...
A Lua preenche o orvalho...

Saturday, August 25, 2007

Arbustos Nublados

Andam cegas as aves do desespero, um balanço sem baloiço, uma fuga ao tilintar do extrair da uva. Licores remem pelo rio em direcção à nascente, divagando pelos arbustos de densa vegetação. Sobem ao cume das tocas, o zumbir das falésias. Forte ao som da nublada chuva...

Thursday, August 23, 2007

Parabéns Susana

A manhã acorda serena num olhar desperto. Azulejo cosido no tear regalado das ondas, o tempo esvanece... Cada rabisco leva as flores perfumarem as telas dos dias, cada asa salpicada faz-te voar nos traços da vontade. Orientação desorientada, do oriente para o ocidente, cruzadas traçadas, lutas despidas, vestidas. O sabor da maresia prova o teu caminhar do longo prolongamento do brilho das estrelas. Rejubilam os sinos...

Monday, August 20, 2007

Já..

Ligação...1...2...3...
Contacto...4....
Interferência...5...6...7...
...
Corta...Corta...Corta...
....
Naufrágio à vista...8...
Trim...Trim...Trim...9....
....
Assalto...Alto!...
Em frente...Flecha....10...
...
Corta...Corta...Corta...
...
Pinga o suor...Arde...Vira-te....
Já!...Agora...Já!...

11...11...11...11...11...11...11...11...11..

Thursday, August 16, 2007

Nevoeiro

Ouço o fumo do nevoeiro
A perguntar à sombra pelo seu destino...
A porta é aberta pelo escuteiro
De navalha de toque fino...

Monday, August 13, 2007

Labirinto

O último sobrevivente ancorou nas trevas. Trazia uma galho seco numa das mãos, e na outra o vazio das tentações. Multidões de teias moldavam o corpo, transparente como orvalho, profundas como trepadeiras. Caminhou durante segundos infinitos a rasgar ocas árvores, a vergar uma luz inquietante que suspirava num gemido refrescante. Pousou os cabelos nas fragas e cruzou o labirinto...

Wednesday, August 08, 2007

Chuva Tremida

Arrebatam o fogo aos céus na busca das insaciáveis fogueiras. Colocadas nas sepulturas as cinzas deitadas ao vento espreitam casas assombradas, penetram como chuva tremida, rasgam trovões ao salto do tempo escondido.

Monday, August 06, 2007

Parabéns Twlwyth

As velas pousadas num círculo misturam odores de suavidade. Cada cera derretida congela em tons prateados, a cantarolar a melodia dos violinos. As cordas frenéticas sobem de tom, ao vento do queimar dos troncos, lançando chamas no nevoeiro madrugador. Sinos rejubilam com o estilhaçar de mais um ano, enquanto a profanação do tempo brinca aos dados. Os feitiços propagam-se dentro da tua magia.

Thursday, August 02, 2007

Charco Nu

Estou no vale, resguardado do sol,
Onde abro poços na vastidão do arvoredo...
A profundidade esconde-se de mim,
E eu sigo a sombra do galho...
Partido, perdido...
Deixo cair a corrente de pedras...

Convergem ensaios de sons
Num êxtase pintado a nu...
Risco o chão, rio no charco da ribeira...
O fumo ausenta-se, sentindo o quebrar do leito...

Estendo as letras do poema contínuo...
Divago nas esferas das gotas...

Monday, July 30, 2007

Gelo

Repouso a saturação num zumbido irrequieto, o regaço do ninho. Esfrego os pés na madeira do soalho, entretendo os círculos. Tudo mexe num silêncio pousado de notas, umas mais arrepiadas, outras sem sentido. O calor despedaça as fragas a arder, nem o vento sopra, nem o alento se espreguiça.


Sunday, July 29, 2007

Destino

A escuridão da palma da mão
Passeia dentro das vielas...
Correndo num destino,
Arrepiado pela noite...

A esquina das arvores
Chega no remar das sombras,
A esconder os bolsos
Revirados...

Reflexo nu...
Despido na concha...
Transparente rio da fresca loucura...
Evaporo no vulcão da Lua...

Opaco destino...Mergulho...

Friday, July 27, 2007

Salpicar o Fogo

Saia debruçada no altar...
Cortina curta moldada no voar...
Baralho da fogueira em nevoeiro...

Por dentro das gotas o grito
Salpica o orvalho do fogo...
Gemido entretido...
Vestido retido...

A transparente brasa
Rejubila o calor...

Tuesday, July 24, 2007

Chiar

À toa ecoa a proa, baço ferro...
Lavra o manto descalço...
Mato rasgado, pousado na carruagem...

Chia cada instante perfumado...
Pequenas gotas de água
A espernear o sentido reticente...

Flutuam as pausas tilintadas...

Saturday, July 21, 2007

Crinas

Das crinas afundo o nevoeiro.

Wednesday, July 18, 2007

Parabéns Duende

Trovões brotam do céu, semeados na cordilheira dos salpicos. Cada silhueta das estrelas range, embrulhado no odor da germinação. Teu destino que esvoaça num berço, seja a busca eterna dos arrepios da Alma. A felicidade nua floresce nas veias dos galhos compondo a sinfonia do pulsar. Sente a Lua a acelerar as cores das serpentinas. As bolhas de sabão0o0o00ooo tilintam por magia...Floresce à beira das tuas plantações...


Sunday, July 15, 2007

Eternidade

Dir-te-ei que sou belo, ver-me-ás como um monstro. A neblina da chuva entra nos poros do fogo, circunscrevendo a permanência do descanso. Relatos que fogem do encanto dos ossos ao tocar as cinzas dum desenho opaco. Somente a cortina retalhada sobre o rosto pede clemência às pétalas sufocadas em néctar, mas por isso o levantar dos sinos faz troar relâmpagos. Cantam os pós estalados ao rugir do amanhecer, a bruma da eternidade.

Friday, July 13, 2007

Madrugada do dia 13

Ceifa os trovões do tempo ido, a exaustão percorre-me sem regras, reconhecendo a cerimónia onde abordo fantasias. Receio o colapso da imaginação proveniente do esgotamento das bolhas da loucura, o lugar da mordomia da caça selvagem. Arrepio o abandonado cadáver das cinzas, umas asas transparentes profanadas pelo gelo. Funde-se ao sabor do frio em desconhecidos odores, num rasgo olvidado com galhos deixados ao acaso. Deixo-os nus, cobertos de aromas com forma de utopia; a busca dos meus lábios chega perto de um silêncio atroz. O retrato de mim fica baço que até o esquecimento se esquece de mim...Chove até explodir as veias da canção encantada, cálice de metáforas...Agarro o entrelaço...

Thursday, July 12, 2007

Vegetariana

“Vegetariana com tigela a meio, come carne. Nem o presunto lhe sacia o estômago”

Wednesday, July 11, 2007

Silêncio do Trovão

Força...forca...Força...
Aberto poço da escuridão...
Contagem do declínio...
Desfalecimento...falecimento...
Rega...Chuva...Pluma...
Risco...Rasgo...
Silêncio...

Turbilhão do vulcão...
Rebordo sinfónico...
Imaginação...Vastidão..
Encosto...Entreposto...
Colosso de ossos...
Arrecadação sem arrumação...
Trovejar...

Tuesday, July 10, 2007

Homem

Os homens desgastam os ossos, atropelados na fila do momento. No lago indefinido das soluções encontra-se os assobios do vento voraz, retendo a ribeira de emoções, cortando o gemido das cheias. Aglutinar a pele rasgada, a força cruzada num destino nublado. A melhor visão saboreia o desfilar da solta despedida.

Monday, July 09, 2007

Ilha da Páscoa

Das 7 consegui acertar em 4.
Somente queria que as estátuas da ilha da Páscoa estivessem nesse lote.
Adoro aquelas esculturas em pedra.

Friday, July 06, 2007

Atchim

Quando o nariz pinga...Atchim!
Quando a garganta está inflamada....Atchim!
Quando a temperatura do corpo não é constante...Atchim!
Uma laranja..Um chá...Uma malga de leite...Atchinzinho!

Friday, June 29, 2007

Tricotar a Lua

À margem da luz tricoto
A vista perdida...
Dos rebordos da luz
Encho as estrelas ardidas...

Enlaço o cesto
A cavar feitiços,
Cavalete de gotas
Que bailam na viagem...

A Lua monta as cordilheiras do tempo...
Desce no soluço dos socalcos...

Thursday, June 28, 2007

Taste my Blood

Por cima das sepulturas o veludo sobe nas silhuetas do rosto.

Encontro sons feitos de incêndios, rebusco a paz flamejada.

“Jesus Christ looks like me.


Rasgar o vestido nu,
erótico paladar que descai nos lábios,
que se enrola no desfilar das notas.
Vou até ti. Devora-me...
Derreto no inferno!

Sunday, June 24, 2007

Type O Negative VII

Tenho os lábios nus, cantos de pétalas adormecidos no algodão. A chuva lava os poros sem cessar, as nuvens embalam a pele, viajo. Pés, mãos, maestro, rego o mar...

Type O Negative
Album:"October Rust"(1996)
Música:My Girlfiend's Girlfriend

Thursday, June 21, 2007

Type O Negative VI

Agreste o som que mora no refúgio petrificado da existência. A brisa enfurece as faíscas, o sol devasta as lâminas do jasmim, cores de explosões descritas no imaginário de um odor. Desço a cortina do nublado espanto, desperto para arranhar o nevoeiro do enlaço quente. Calor vestido com trapos de chamas, enforcado ou enfurecido...” Blowin' through the jasmine”



Type O Negative
Album: "Bloody Kisses" (1993)
Música: Summer Breeze

Sunday, June 17, 2007

Type O Negative V

Rachadas de chuva brotam na face a espernear o vento, agreste como a leveza. Noutro segundo tudo se modifica, e aí bate clarões de luzes virando do avesso o esfrangalhado relevo ao toque dos gritos sublimes de espanto que chegam num surpreendente pintalgar. Dançar no Outono para espalhar a vida de retenção, trespassando o fogo da lareira. O traje do santo sepultado espanta os náufragos das velas dormentes, regar silhuetas dos braços ondulantes, ao cavar lágrimas do rejuvenescimento...” a bed of autumn leaves”


Type O Negative
Album:"World Coming Down" (1999)
Música:Hallow's Eve

Wednesday, June 13, 2007

Type O Negative IV

Dispo a pele molhada da saliva. Tenho o perdão das chamas mergulhadas no corpo da eternidade. Os cabelos deslizam suavemente no clímax, acorrentados ao roçar frenético dos quentes lábios. Dor que sufoca o atormentar do prazer, da humidade do corte flamejado, rasgado, os devaneios que adocicam o inferno.
As brasas limam o êxtase, carícia tocada pela extremidade, ardor munido de descontrolo. A loucura apodera-se das paredes que se derretem.
A lança penetra o fogo, a clamar pela ossada pernoitada nas profundidades do campo nu...” Inside of her - deep inside of her”

Type O Negative
Album:"Bloody Kisses" (1993)
Música: Machine Srew & Christian Woman

Sunday, June 10, 2007

Type O Negative III

Do poste abandonado os trovões despedaçam a madeira desfolhada. Trocadilho de cabelos enrolados à volta do pescoço sem ouvir o pestanejar da solidão. Sussurra por entre a pele enlaçada, aberto pântano, rouquidão fortalecida ao patinhar dos vapores das soltas notas. Avisto os abandonados dos naufrágios com remos feitos de folhas que o mundo não se esquece de amedrontar. Curto tempo da força jamais leva a forca ao seu desmaio. A morte apadrinha os seres, a convivência torna-a o suplemento da vontade em amar. Sustento em querer viver…” I still dream”



Type O Negative
Álbum:”World Coming Down” (1999)
Música:Everything Dies

Saturday, June 09, 2007

Type O Negative II

Embrulhei vidros neste desejo mortal da evaporação. Faço parte da lei seca, do deserto esventrado do Outono; um circo de lamentações que aniquilam o pigmento do sofrimento. Sirvo de alimento ao demónio das purezas, do qual ele se aprisiona na liberdade concedida. Meus lábios estão ajoelhados ao Amor, morte santa; moldura corrida ao vento passado. Tenho passos sem fim de onde não estou, para onde passou o que já ficou. Seguro o ramo da vela queimada, floresce o chamamento da partitura…Virá num manto, vinho tinto…” one hundred candles burning”





Type O Negative
Album:"October Rust" (1996)
Música:Love You To Death

Type O Negative I

O fúnebre olhar envolve-se na neblina. Nada do olvidar pode dormir sobre estrados de madeira para não apodrecer sobre a miragem. O caixão aberto com pétalas esquecidas rasga os patamares de cada perfume. Quebrar o sufoco chama os feitiços dum corpo nu, fracção do riso das lágrimas, recanto aleatório do forno da Alma. Perfurar o orvalho da noite, mistura de Lua, profundezas de lobos, dimensões com cortinas de verniz. As cinzas põem o vestido do fogo num sopro de desejo...” Dye em black.”


Type O Negative
Album: "Bloody Kisses" (1993)
Música: Black No. 1

Thursday, June 07, 2007

Wednesday, June 06, 2007

Inferno

O terror encontra-se amedrontado
na esfinge do sentimento.
A introspecção da fuga quotidiana.

Thursday, May 31, 2007

Pânico

Molho o arpão da saudade
Num frasco de notas floridas;
O esquecimento perdido está,
A lembrança cavada cairá.
Nada do ser recolhe as trincheiras.
O pânico evapora o medo
Comprimido pela luz,
Seco de esperança...
Olho teu brilho,
Enlaço a silhueta.
A lágrima descai
Pesada Alma, restolho...
Ouço o barulho do silêncio da Lua...

Tuesday, May 29, 2007

Cavalo de Fogo

Nos confins do céu nublado o condenado é expulso do território. Avançar sobre as fontes espalhadas com os pés no bolso. Rara moldura não conseguirá morder o horizonte, nem do vento ouvirá tremer os lábios, nem da cauda se ouvirá o ranger. Da lava incandescente o corpo diluir-se-á para o fumo o envolver e o levar nas catacumbas da memória. O fogo arde no Demónio.

Sunday, May 27, 2007

Guardador da Luz

A tatuagem que baila no gesto da noite pergunta pelo guardador da luz. Onde está suspenso a corda da vibração pintada pelo vento?
A loucura ceifa a matriz da multidão mecanizada. Sem perguntas, sem respostas, sem a imposição de tais inquisições. O que resta no lameiro onde a chuva não pára de respingar?
Nem na mais densa floresta as questões incomodam o cinzento borbulhar da actualidade. Recreios nus sem velas…

Friday, May 25, 2007

Caracóis

Eles bem tentaram fugir mas eu fui mais rápido LOL

Wednesday, May 23, 2007

Maestro

O pescoço do tempo faz chover os seus pergaminhos queimados. As folhas do esqueleto seguem no trilho, instável na pulverização, contorcido no pólen espalhado no ar. O dia choveu tremido com a “neve” a misturar-se no meio das gotas. O ser transportou-se para a paragem sem passagem possível e na noite os caracóis saíram para o caminho. Senti os meus pés a esmagar o inverso do gigante. Tento voar neste labirinto, ao desgaste do medo, ao acasalamento de sémen. “ O Maestro rege a orquestra sem partitura”.

Sunday, May 20, 2007

Santa Maria da Feira - Teatro de Rua

A Lua fazia de baloiço à estrela numa noite de fria Primavera. Escalar a história na pura imaginação do riso, uma subida tão íngreme que o cantarolar da versatilidade descai pelos trapos das cores. Tantos instrumentos num corpo fazem a sinfonia ser o precursor das alturas. Todo o círculo ambienta-se ao desfilar das notas musicais. Plim…Plim…Plim…

Palhaços de machado e faca na mão esmagam de susto a personagem da cruz. O balão arrebentado, o copo com água invisível, a palmada que voa sem superfície, a mala de viagem sem bilhete, ou a maquilhagem na ponta do nariz vermelho!

O foco corrompeu as Almas presentes, incendiando a água, chamando os gritos das chaminés. Rolaram cilindros dos cereais na balança indestrutível do temporal das labaredas. Chiam os ferros que queimam a pele, arde o corpo com troncos descalços que clamam mais chamas.

Oito pessoas brincam numa esfera criando uma malabarismos de esqueletos. A dinâmica flúi no sabor do ar. Enquanto eu entretenho-me a tentar tocar num balão solto...

Saturday, May 19, 2007

Garrafa

Um abraço duma bebida que se encontra na garrafa no incondicional segredo resguardado da ténue brisa. O vidro mostra a transparência. O líquido molda o brilho da sua criação, e a suavidade de quem o quer beber fica suspenso ao saber o que irá acontecer depois de o deglutir. Não deixa de ser verdade que algo que toca o suspiro, voa sobre os glaciares. Encontrar cada recanto para deslizar e observar os rasgos no caminho. Sentir!

Friday, May 18, 2007

Sagradas Mãos

Os instantes são flechas do mergulho sagrado, reflexo da paisagem misturado ao orvalho do paladar, um sumo que ao vento faz eclodir a memória. A sensação povoa espaços desconhecidos como o calor atormenta a pele que ferve. São cavidades na porta, percorridas no tacto do devaneio. O terror das mãos apreendidas dança no espasmo da lentidão.


Wednesday, May 16, 2007

Gelo

O gelo pingado do demónio

Tuesday, May 15, 2007

Tinta

Os sons encontram-se adormecidos, escondidos pela evaporação sentida. O recorte do jornal semeia letras, toques suaves para os olvidados se maquilharem ao sabor das fogueiras. Não questiono do que é feito das melodias, somente sei que estão algures pousados a serem engolidos pelos restos duma chuva miudinha. Muito parecido ao estado que encontro a minha mão na textura regada do planalto. Letras pingadas no esquecimento. É isso que o céu faz resvalar no pincel da tinta…

Monday, May 14, 2007

Ribeira

As pedras chamam incertas condições climáticas, onde ecoam salpicos da ausência das árvores. Com os rasgos rasgados no monte percebe-se o culminar da rigidez que rema por curvas feitas pelas águas. Cada calhau polido pela natureza numa obra essencialmente feita ao retalho dos sabores dispersos. Nos vales as ribeiras clamam as cordas de um som puro. O repouso do olhar vira-se para lá do sonho, alcançando uma melodia ao atravessar para a outra margem. As pontes feitas ao remar das correntes...
Sinto o estremecer dentro de mim: o sol, o vento, a chuva, o granizo...Nem o próprio arco-íris escapa aos raios que saem da Alma...

Friday, May 11, 2007

Sociedade

“Agora fodo e bebo...”
Chegaram ao “clímax” da essência do ser humano e não se aperceberam disso. São o apogeu do retrato social...

Wednesday, May 09, 2007

Go SPURS Go !!!!

Loucura

A minha rouquidão amedronta os desprevenidos, enquanto que o calor devasta as ruas, e os pés socalcam as brasas que não pertencem a ninguém. Gira em torno dos raios solares o mundo de muitos seres humanos. Entretanto a maioria das pessoas olham-me com espanto. Uso o meu cachecol à volta do pescoço...Alguém está louco...

Friday, May 04, 2007

Plim

Rebolo frouxo o fluxo sentir.

Wednesday, May 02, 2007

O Murmúrio

Gelaste o pedaço de carvão
Ao lado dum violino,
Enquanto o embalo do peito despido
Acordou cordas.
Resta o convento do pedreiro
A velar imortais sons...
A insuportável queimadela
Desfaz-se como um corcunda
Posto ao lado do segundo...

A tenda aberta sustém o vento...
O mar sufocado abraça o vazio...
Galopo a voz tremida, a louca insónia!

O relâmpago irrompe,
Proveniente do sossego...
Tão poderoso reino da silhueta
Que diluo o meigo do formoso mel...
Deixo o incenso invadir as cavernas
Ao cruel do ardente pecado.

As chamas do lábio,
As flores do aflito gemido...
Vou até ao teu colo,
Adormecer na tua vinha,
Para naufragar a doçura
Dos pés descalços, enlaçados...

Bordo o murmúrio...
Dorme comigo Lua mágica...

Monday, April 30, 2007

Gólgota

Descobriste a falha do encontro ao ouvir o maremoto das planícies. O salpico transbordou, sem surpresa das aves que avistaram o perfume no cume das nuvens. O resto dos vivos nem saborearam o derramar das gotas. O gólgota de cada espécie atinge o auge na contemplação exagerada de fugas. A insatisfação paira no ar, em gesto de agitação, em pausadas invasões...

Sunday, April 29, 2007

Argola

A argola sequestra os prisioneiros das cadeiras. Ouve-se os chocalhos a deambular nos corredores das ruas, uns presos as suas divagações, outros ao palpitar das emoções. Correm como loucos atrás do vazio e nem a argola os serve para parar. Por enquanto conseguem chegar a serem cegos sem abrir os olhos, por enquanto nem dos pés se lembram. Tentam aspirar o pó das cadeiras com as saias lavadas, esquecidas da falta de brilho. E ouvem os chocalhos soar em troca dos dias pelas noites.

Friday, April 27, 2007

Festival Intercéltico 2007

Mais uma vez irei perder o festival....Arghhhhhhh

Wednesday, April 25, 2007

O milagre...

A busca do santuário encontra o repouso nos lagos, e os ecos nas grutas profundas das montanhas. A silhueta da Lua encanta os caminhantes, as telas das notas bailam no ouvido onde as verdejantes árvores incorporam a magia. O tempo passa devagar, tocando o pormenor de sentir cada instante. A melodia dos cabelos dourados entreabre o desejo pela criança. O prazer devora a sua beleza num contágio entre a natureza e os Homens, um cântico vindo da Alma.

A Twlwyth é um estado mais avançado:D

(O milagre é transformar o céu em chuva dourada para quebrar o feitiço de retornares a casa com o gesso)

Monday, April 23, 2007

23 Luas


Corre nas veias a espuma do nevoeiro.
O rio estende-se nos braços das margens,
ao encontro de Almas no canto da vida.
Um abraço do Tejo nas 23 Luas.
O fascínio do número 23.

Ò minha Senhora....

"Ò minha senhora...Ò minha senhora...é um menino nao é?"



Aglomerar o clandestino passageiro
Arrumado na comoção do desfiladeiro;
Pernoito a ouvir a paródia do gesto
A desterrar a fúria do relento...

Furto o corredor da inquietude
Escavando o cego território;
Eclodir ou esbanjar o nevoeiro?!
Vestir os trapos do esquecimento...

Amanheço o deserto madrugador
Timoneiro da rede, saqueador da sede
Cobiço o silêncio num infame túnel.
Resquícios da sombra esfaqueada...



Parei a minha escrita, um homem senta-se ao meu lado (87 anos) e diz-me os seguintes versos:



Diz-me lá ao cantadeira...


Que te prezas de saber


Onde estavas tu metida
E antes do teu pai nascer
Se fores uma cantadeira afamada
Deves-me já saber responder...

Minha mãe foi regateira
Vendia melões na praça


Se eu sou corno, tu és puta
Somos todos da mesma raça



Ele sai em Ovar, e eu sigo no comboio para o Porto.


Saturday, April 21, 2007

Parabéns Loba

Um passo na tua viagem...
Um sorriso aberto nas velas...


Os meus braços enlaçam tua pele neste dia...

Parabéns Loba!

Thursday, April 19, 2007

There are some people, they are never down...

There are some people, they are never down...

There are some people, they are never down...

There are some people, they are never down...

There are some people, they are never down...

There are some people, they are never down...

There are some people, they are never down...

Wednesday, April 18, 2007

LVR

Ainda não vi teu lindo corpo...
Ainda não... Ainda não...Ainda não...
Não! Não! Não!
Acariciar os verdes prados...
Mando...Ando...Mando...
Aqui Li...Aqui Vi...Aqui Ri...
Ainda não... Ainda não...Ainda não...
A mão tira o pão...
Debruça-te no vão da escada...
Ainda não... Ainda não...Ainda não...
Santo cumpre a tua promessa...
Ainda não... Ainda não...Ainda não...

Tuesday, April 17, 2007

Velas Molhadas

Dos marmelos apodrecidos
Sangra o espanto do espantalho...
O cesto é colocado junto ao alho
Perguntando à alergia pelos esquecidos...

Volta ao sarcófago de telas
A revirar a camisa molhada;
Torna o sumo a chuvada,
A Alma, os cursos sem velas...

No aberto pântano o peregrino prega...
Prega sua essência aos pecadores sem moradia...

Monday, April 16, 2007

Calafrio

Os raios de sol encostam-se no rosto
Num abraço sem odor,
Numa correria desenfreada pelas bermas...

Moldados na sombra o melhor amigo
Aconchega o espírito do fantasma...
Ruínas tornam-se fronteiras visíveis
Do calafrio sentido...

Cada vez mais transpiro nas chamas do sol...
O gelo afasta-se das profundezas...
Não largo a âncora de mim...
Permanece o meu cachecol
Em redor do meu pescoço...
Sou eu... É a minha identidade...

Friday, April 13, 2007

Saltitar

Entrar no segundo certo...
Afundar nas pétalas incertas...

A concha perfumada,
O paradigma guardado;

A lenda desfeita
Entrelaçada na mão;
Dar voltas num ritmo frenético
À velocidade das estrelas
Numa folha queimada...
As cinzas caem em pedaços
a ornamentar rasgos de armadilhas...

Saltito..Saltito...Saltito...

Sunday, April 08, 2007

Dor sem Fé

Rasgo os relâmpagos…
Ao aprofundar os fundos dos baús…

Chispas bombeadas do além…
Não pertencem ao corpo…

Profanação da cruz
Vai pelo pescoço dos troncos;
Abaixo do limiar da pobreza,
Por cima dos túmulos…
Crio alongamentos ocos;

Não escapo da dor!

Aventura regada no seio
Debruça a paixão do coração,
No ventre dum voo…

Dilacero a parte infinita do canto
Num mar levado pelas ondas.
Dorida espuma;
A sensação do pergaminho…

O caos sem fé…

















(Foto tirada por um amigo, João V., em Marco de Canaveses)

Saturday, April 07, 2007

Ondas nas ruas do Porto

A carcaça está no pulmão fumado. Pus os pés a dançar nas ruas, nas rotundas, nos pequenos bosques que abraçam a cidade, na ondulação que percorre a noite. Invento a transparência da iluminação num eterno tactear, a movimentar o fogo do fundo vazio. Flutuo no misterioso encanto de ouvir a escuridão, aberto ou fechado pelas esquinas, levo excertos de pedaços.

Tranco a porta e vou dormir…