Como queria ficar cego para me ver...
Como queria ficar surdo para me ouvir...
Como queria ficar sem mão para me poder tocar....
Como queria ficar sem olfacto para me poder cheirar...
Como queria ficar sem língua para me poder Amar...
Corpo nu, Alma nua...
Cicatrizes de dor...
Esmagar o meu rosto...
Pesadelos de alucinações...
Os meus sonhos vão-se realizar...
Não! Não! Não! Não! Não!
No som das migalhas enroladas...
Não! Não! Não! Não! Não!
As lâminas afiadas cortarão as velas de sangue...
Não! Não! Não! Não! Não!
Sobre o olhar vazio das maldições...
Não! Não! Não! Não! Não!
Na jaula pernoito a sentir o declínio...
Sopro! Sopro! Sopro! Sopro! Sopro!
Thursday, May 04, 2006
Desprender
Bato nas nuvens do desespero
A recolher os gritos
A atormentar o meu jazigo...
Engulo segmentos ocos de mim,
Pérolas de pó,
Madeira molhada que não arde...
Os meus cabelos secos desprendem-se
Na afeição do desassossego...
Resta morder a cavidade...
Resta-me sentir o que sou...Ruínas...
A recolher os gritos
A atormentar o meu jazigo...
Engulo segmentos ocos de mim,
Pérolas de pó,
Madeira molhada que não arde...
Os meus cabelos secos desprendem-se
Na afeição do desassossego...
Resta morder a cavidade...
Resta-me sentir o que sou...Ruínas...
Wednesday, May 03, 2006
Tuesday, May 02, 2006
Clan of Xymox ( 29 de Abril, Hard Club )
Dentro do som, da ferrugem,
O insaciável desejo da doçura...
Rola os caixões das notas
Flutuam as aflições...
Harmonia de prazeres
Do inferno dormente...
Êxtase regado no fogo
De ranhuras abertas...
Negros mantos
De tectos abertos ao rio,
O som lubrifica
A ALMA de brasas...
O insaciável desejo da doçura...
Rola os caixões das notas
Flutuam as aflições...
Harmonia de prazeres
Do inferno dormente...
Êxtase regado no fogo
De ranhuras abertas...
Negros mantos
De tectos abertos ao rio,
O som lubrifica
A ALMA de brasas...
Friday, April 28, 2006
Agora
Despenhei o rochedo na mão,
Atropelei a janela do alçapão,
Furei de espanto o olhar,
Rasguei os dedos de mágoas...
Deixei o vento soprar,
Moldei as folhas de licor,
Toquei as cordas desafinadas,
Fiquei preso no coração...
Penetrei, Penetrei-me...
Agora dedilho os olhos do mar...
Agora a mim me tenho...
Agora...Agora...Agora...Embora...
Atropelei a janela do alçapão,
Furei de espanto o olhar,
Rasguei os dedos de mágoas...
Deixei o vento soprar,
Moldei as folhas de licor,
Toquei as cordas desafinadas,
Fiquei preso no coração...
Penetrei, Penetrei-me...
Agora dedilho os olhos do mar...
Agora a mim me tenho...
Agora...Agora...Agora...Embora...
Wednesday, April 26, 2006
Léguas
Escrevo a léguas do sentimento...
Escrevo a léguas do pensamento...
Escrevo a léguas do sofrimento...
Âncora de lodo, punhal de dor...
Cor de pessoas nas ruas,
Furadas em ausências desprendidas,
Rebolo no fundo do mar...
Escrevo a léguas do esquecimento...
Escrevo a légua do apodrecimento...
Escrevo a léguas do amadurecimento...
Escrevo a léguas do pensamento...
Escrevo a léguas do sofrimento...
Âncora de lodo, punhal de dor...
Cor de pessoas nas ruas,
Furadas em ausências desprendidas,
Rebolo no fundo do mar...
Escrevo a léguas do esquecimento...
Escrevo a légua do apodrecimento...
Escrevo a léguas do amadurecimento...
Tuesday, April 25, 2006
Amargura
Nada, Nada, Nada...
Retiro, Tiro, Atiro...
Casulo derretido num ramo perdido,
Na palha seca deposito aranhas...
Vazio, Vazio, Vazio...
Fio, Rio, Pio...
Sonho do altar de chagas,
Mergulhado em banho oco...
Retiro, Tiro, Atiro...
Casulo derretido num ramo perdido,
Na palha seca deposito aranhas...
Vazio, Vazio, Vazio...
Fio, Rio, Pio...
Sonho do altar de chagas,
Mergulhado em banho oco...
o som da luz não esconde a fera da solidão, nem o rosto as cicatrizes do alimento das veias, das folhas secas... na moldura rasgada do vento abre-se o portão do desassossego, as imagens de pétalas choverão os espinhos de amargura... as águas de sangue serão folhagem de lágrimas de ventre esmaltado, acorrentados em infinidades mórbidas, aos horizontes de lagoas dos pântanos malditos do AMOR...
rasga, penetra, sulca, arde...
Friday, April 21, 2006
Dor de Leveza
Cruzo, traço os dias,
Arrepio nas cruzadas melodias,
Nas pernas desdobradas
Abertas em nuvens desatadas...
Calco os pés rasgados
Nas mãos enlaçadas...
O sono repousa,
Dor de voz, silêncio...
Sino deambulante que relembra...
O que da memória não sai...
Toque puro de leveza...
Voar...Voar..Voar...
Arrepio nas cruzadas melodias,
Nas pernas desdobradas
Abertas em nuvens desatadas...
Calco os pés rasgados
Nas mãos enlaçadas...
O sono repousa,
Dor de voz, silêncio...
Sino deambulante que relembra...
O que da memória não sai...
Toque puro de leveza...
Voar...Voar..Voar...
Thursday, April 20, 2006
Gripe, Gripado...
Atordoado numa faísca de chuva,
Cinzeiros de fogo abrem artérias,
O cérebro congelado fura,
Infectado de dores de cabeça...
O corpo a cair num pesadelo
De visões, alucinações...
Matéria de veias desarticuladas
Aconchegadas à chuva...
Quebradiços ossos que flutuam
Regelo, aqueço, evaporo...
Mergulho no desespero
Num estado de embriaguez...
Cinzeiros de fogo abrem artérias,
O cérebro congelado fura,
Infectado de dores de cabeça...
O corpo a cair num pesadelo
De visões, alucinações...
Matéria de veias desarticuladas
Aconchegadas à chuva...
Quebradiços ossos que flutuam
Regelo, aqueço, evaporo...
Mergulho no desespero
Num estado de embriaguez...
Tuesday, April 18, 2006
Florescer
Somos apenas números,
Tormentos de esquecimento,
Restos dos pedaços quebrados
Nas cicatrizes a morrer...
Fendas sem olhos,
Palavras de amargura,
Sentimentos na lua
Horizontes de carícias...
Não sei como avisto o mar,
Não sei como alcanço as mãos,
Não sei se tenho fundo,
Sei somente que sou uma pétala....Floresço...
Tormentos de esquecimento,
Restos dos pedaços quebrados
Nas cicatrizes a morrer...
Fendas sem olhos,
Palavras de amargura,
Sentimentos na lua
Horizontes de carícias...
Não sei como avisto o mar,
Não sei como alcanço as mãos,
Não sei se tenho fundo,
Sei somente que sou uma pétala....Floresço...
Monday, April 17, 2006
Rio
A alma arde no Inferno.
Nas cinzas do sangue,
No jazigo do pó,
A morte abre as grades...
Tempo moído no cálice.
Da pureza do ventre,
Do arrancar supremo da vida,
A sede das pedras clamam uma gota...
Amor dos gritos das veias.
Pelas amarras dos espinhos,
Pelo vinho da incapacidade,
Triunfo da virgindade transparente...
Nas cinzas do sangue,
No jazigo do pó,
A morte abre as grades...
Tempo moído no cálice.
Da pureza do ventre,
Do arrancar supremo da vida,
A sede das pedras clamam uma gota...
Amor dos gritos das veias.
Pelas amarras dos espinhos,
Pelo vinho da incapacidade,
Triunfo da virgindade transparente...
Sunday, April 16, 2006
Archote
Na terra demente
Muralhas rasgam o afunilar,
Derreter o penetrar fervente,
Esculturar na moldura da fúria...
Muralhas rasgam o afunilar,
Derreter o penetrar fervente,
Esculturar na moldura da fúria...
Carris arrancam do forno
A fervilhar no mesmo Amar,
Ocultar ao lavrar o dar
Mostrar a natureza pura...
Cavar a lendária câmara
Da silhueta da tua vela…
Archotes de gelo,
Paus encravados a iluminar…
Thursday, April 13, 2006
Erotic Pain
Why you are bleeding in the shade?
Erotic pleasure of pain,
Sweetness of flying
In the black sea...
Moon shadow in the boneyard...
Wednesday, April 12, 2006
Ardor
Tuesday, April 11, 2006
Sin
Monday, April 10, 2006
Na Noite...
Cores de fogo
Impregnam a lua
A rabiscar as saliências…
O que leva a ficar preso ao segundo?
Tortura do cigarro a torcer
No desespero dos olhos,
Dor na escuridão
Avidez do desespero,
Escada que circula
Sem profundidade,
Fumo que no corpo penetra,
Ouve-se a alma a rugir
A profanar a leveza,
Cerca o Demónio de ti
Tanta tortura sufocada.
Sunday, April 09, 2006
Reluz
Rio de uivos
Mascarado ao espelho
Enfeitiçado no reflexo
Rara pureza de Amar
Beliscar o sagrado
Na essência esquelética
Serrar o licor de perfis
O mesmo momento
Tomar o meu sopro
Na corrente debruçada
A recortar os filamentos
O mesmo momento
Roda de suspiros
Pregos a trespassar a fonte
Verte o esplendor...
Transpirar virado...
Atado, castrado...
Afunilado na cripta...
Reluz
Mascarado ao espelho
Enfeitiçado no reflexo
Rara pureza de Amar
Beliscar o sagrado
Na essência esquelética
Serrar o licor de perfis
O mesmo momento
Tomar o meu sopro
Na corrente debruçada
A recortar os filamentos
O mesmo momento
Roda de suspiros
Pregos a trespassar a fonte
Verte o esplendor...
Transpirar virado...
Atado, castrado...
Afunilado na cripta...
Reluz
União
Longe do fim, da penumbra...
Negros passos a esvoaçar.
Adormecer na fenda.
Dormentes vozes cegam
Os vasos quebrados, gelados...
União da Separação
Num compasso dedilhado
Fumado nas neblinas
Rasgado na lembrança
Separação da União
Coração manchado
No morcego encarnado
Incriminar o amaldiçoado
Abater o eco suado
Alma sacrificada, crucificada...
Noite de fogo...
Lua enrola-me...
Negros passos a esvoaçar.
Adormecer na fenda.
Dormentes vozes cegam
Os vasos quebrados, gelados...
União da Separação
Num compasso dedilhado
Fumado nas neblinas
Rasgado na lembrança
Separação da União
Coração manchado
No morcego encarnado
Incriminar o amaldiçoado
Abater o eco suado
Alma sacrificada, crucificada...
Noite de fogo...
Lua enrola-me...
Gota
Cristais fundem-se no ar
A norte da bruma celeste,
Grito de força a rasgar
A morte da melancolia agreste...
Peitos de véus penetra
O ardor fúnebre do olhar,
Deambulando nas notas de jazigos...
Penduro as asas de sangue
Na lâmina da escuridão...
A magia roça o abismo
Coberto de escamas a arderem
Piedade enterrada no pó
Retalhar o tormento
Molestar as veias de pó
Pingar o alimento
Sede...Escorre...
Uma última gota...
A norte da bruma celeste,
Grito de força a rasgar
A morte da melancolia agreste...
Peitos de véus penetra
O ardor fúnebre do olhar,
Deambulando nas notas de jazigos...
Penduro as asas de sangue
Na lâmina da escuridão...
A magia roça o abismo
Coberto de escamas a arderem
Piedade enterrada no pó
Retalhar o tormento
Molestar as veias de pó
Pingar o alimento
Sede...Escorre...
Uma última gota...
Thursday, April 06, 2006
Wine, Lips,...

Os lábios que contornam a doçura do sabor. Sempre a mistura do último paladar que foge por entre neblinas, e se esconde no altar da clemência. Formosura do altar que define as arestas, toques de pureza. Quando os lábios encaixam no impregnar das serpentes, a alma aquece no fervilhar de brasas e envolve o espírito na suavidade do néctar dos deuses. O enrolar da doçura que escorre a dedilhar as entranhas.Wednesday, April 05, 2006
Flores do Campo
Hoje acordo e vejo a chuva cair. Sonho que o dia vai ser diferente do outro, tento modificá-lo para melhor estar escrito nele, numa abertura que caiba, num espaço que esteja confortável. Fabrico os cordéis do que sou, somente sabendo que os raios de sol estarão a sair das nuvens. Os fios das linhas penetram cada espaço do espaço que contém. Penso nalgumas silhuetas, e escrevo. São confusões mentais de que apenas a pedra tumular pode ecoar. Reflexos da pedra que não me atraem, por ser apenas reflexos. Os reflexos nada me dizem, eu nada digo. Digo coisas para mim, que para mim fazem sentido, por vezes. São palavras ocas que ecoam. A única coisa que me confunde no meio disto tudo, é que são sentimentos que vem de dentro da alma e não podem ser compreendidos pelas flores do campo.
Pedaços
Cada chuva invade a Alma no suspiro quente da memória. Não posso estar onde quero, posso somente estar no passado. Crio ramos onde o tronco já está, sinto falta daquilo que sou, moldo o futuro. A pureza de ser estranha-se, o ser contrário apaixona-se. Expressão da leveza, de arrancar o coração dos bens materiais, soa a não existir. Prefiro este soar, este bater forte, este molhar de silhuetas. A solidão faz parte dos cantos do quarto, da cama donde caiem lágrimas, do tecido de vida. Tudo se mistura para albergar emoções. Já não consigo viver sem elas, nem sentido faz viver com elas. Cultiva-se a terra arável, da dança molhada da ausência...Amo...
Tuesday, April 04, 2006
M.A.D.
Medo Desespero Angústia Medo Desespero Angústia Medo Desespero Angústia Medo Desespero Angústia Medo Desespero Angústia Medo Desespero Angústia Medo Desespero Angústia Medo Desespero Angústia Medo Desespero Angústia Medo Desespero Angústia Medo Desespero Angústia Medo Desespero Angústia Medo Desespero Angústia Medo Desespero Angústia Medo Desespero Angústia Medo Desespero Angústia Medo Desespero Angústia Medo Desespero Angústia Medo Desespero Angústia Medo Desespero Angústia Medo Desespero Angústia Medo Desespero Angústia Medo Desespero Angústia Medo Desespero Angústia Medo Desespero Angústia Medo Desespero Angústia Medo Desespero Angústia Medo Desespero Angústia Medo Desespero Angústia Medo Desespero Angústia Medo Desespero Angústia Medo Desespero Angústia Medo Desespero Angústia Medo Desespero Angústia Medo Desespero Angústia Medo Desespero Angústia Medo Desespero Angústia Medo Desespero Angústia Medo Desespero Angústia Medo Desespero Angústia
Cera que arde
O céu escuro de demónios vão,
O vento abrasador de faíscas,
Taciturno resplandecer da combustão
No dorso a cintilar de facas...
São velas que queimam o túmulo,
Cera que ilumina o coração,
Círculos que penetra a paixão,
Chama que fortifica o abalo...
Nos braços, esboço o teu sorriso...
Nos fossos da memória, esculpo-me...
Gravo ao natural o sentimento
Imortalizar a essência da pureza...
Alvoroço do tempero a gravitar...
O vento abrasador de faíscas,
Taciturno resplandecer da combustão
No dorso a cintilar de facas...
São velas que queimam o túmulo,
Cera que ilumina o coração,
Círculos que penetra a paixão,
Chama que fortifica o abalo...
Nos braços, esboço o teu sorriso...
Nos fossos da memória, esculpo-me...
Gravo ao natural o sentimento
Imortalizar a essência da pureza...
Alvoroço do tempero a gravitar...
Monday, April 03, 2006
AVITAL - ZOHAR
Avital- "pai do orvalho"
Zohar - Luz
Se na manhã das serpentes, o sopro é mais forte do que as ossadas, perguntamos ao orvalho donde vem a força?
AVITAL- A força provêm da chuva que molha e fortifica a cor. O sangue que corre do AMOR, veia de vida, que pinga a resplandecer teu ombro...
Se na noite o corvo dedilha teu manto, perfumando o cálice do destino na escuridão, perguntamos à luz donde vêm a força?
ZOHAR- Vem da magia que se esconde em ti, e que na intensidade ilumina o AMOR, que faz pingar o arco-íris do trevo...
A luz orvalhada...
Calafrio
Rasgo a pele da manhã
Entrelaçado num suspiro,
Levanto os ossos pendurados
Deixo a poeira voar pelas veias...
O sol arde na transpiração,
No fogo húmido de esperar,
Expectativa da tarde,
Das horas, um toque, um retoque...
Medo, calafrio, estremeço...
Arrepio de febre...
Espinha dócil
De olhar o mel...Amo...
Entrelaçado num suspiro,
Levanto os ossos pendurados
Deixo a poeira voar pelas veias...
O sol arde na transpiração,
No fogo húmido de esperar,
Expectativa da tarde,
Das horas, um toque, um retoque...
Medo, calafrio, estremeço...
Arrepio de febre...
Espinha dócil
De olhar o mel...Amo...
Sunday, April 02, 2006
Teia
Gesto
Nas enseadas da magia
Teço teias do meu leito,
A voz vegetal
Encarnado no doce animal,
Risco pautado no peito
Feitiço de alegoria...
Hipnotizar as palavras agitadas,
O degrau da luz do patamar pintado,
Alma que na vertigem segura os lábios,
Limite do infinito, prazer suspenso no gesto...Amo...
Teço teias do meu leito,
A voz vegetal
Encarnado no doce animal,
Risco pautado no peito
Feitiço de alegoria...
Hipnotizar as palavras agitadas,
O degrau da luz do patamar pintado,
Alma que na vertigem segura os lábios,
Limite do infinito, prazer suspenso no gesto...Amo...
Saturday, April 01, 2006
Estremeço
Cores que flutuam na mão do desassossego,
vagueiam nas passagens de visíveis luas,
ao canto do sorriso que saltita na banheira,
pelo fundo do perfume que emana das pétalas do rosto.
Mistura de pedaços que fazem saborear o tecido queimado do gelo,
a cor da rendilhada essência da tela.
Sussurrar na vertigem do seio,
cortar a plumagem num abraço,
estremeço...
Tanta emoção de pormenores num punhal de chamas,
nos lábios derretidos no infinito,
que o murmúrio troveja no coração de lagos...
13
vagueiam nas passagens de visíveis luas,
ao canto do sorriso que saltita na banheira,
pelo fundo do perfume que emana das pétalas do rosto.
Mistura de pedaços que fazem saborear o tecido queimado do gelo,
a cor da rendilhada essência da tela.
Sussurrar na vertigem do seio,
cortar a plumagem num abraço,
estremeço...
Tanta emoção de pormenores num punhal de chamas,
nos lábios derretidos no infinito,
que o murmúrio troveja no coração de lagos...
13
Mãos que florescem
O palco de chuva
Amortece o perfume...
O esqueleto temperado de fogo
Suaviza o sangue...
Impulsos de retenção
No cálice desfolhado...
Verter o Amor...
As misturas de cores
Que dedilham a silhueta,
Respirar nos cabelos
Os longos prazeres retidos...
O toque na dança de mãos...
Como adoro tuas mãos...
As gotas de sangue caiem no meu regaço...
Amortece o perfume...
O esqueleto temperado de fogo
Suaviza o sangue...
Impulsos de retenção
No cálice desfolhado...
Verter o Amor...
As misturas de cores
Que dedilham a silhueta,
Respirar nos cabelos
Os longos prazeres retidos...
O toque na dança de mãos...
Como adoro tuas mãos...
As gotas de sangue caiem no meu regaço...
Friday, March 31, 2006
Tela
Acordei pintado
Na falésia da memória...
A árvore com galhos sulcados
As raízes de vermelho vivo...
Sangue de lágrimas na terra,
A germinação de arco-íris...
As pedras moldadas
Em céus dobrados...
Cores que pingam
No paladar de cheiros...
Fantasio nas minhas mãos
O trevo de quatro folhas...
Na falésia da memória...
A árvore com galhos sulcados
As raízes de vermelho vivo...
Sangue de lágrimas na terra,
A germinação de arco-íris...
As pedras moldadas
Em céus dobrados...
Cores que pingam
No paladar de cheiros...
Fantasio nas minhas mãos
O trevo de quatro folhas...
Thursday, March 30, 2006
Baloiço
A eternidade do baloiço
MOla estendida a pingar,
TEnho na alma os pedaços, morangos...
FIco no perfume da sela,
LImPo o dorso do olhar,
A turva pálpebra descai...
Ninho de trevos
Ouvindo a suavidade...
AR dedilhado
COlorido numa manta...
Incendiar as flores,
RIndo no prazer do sorriso,
Sentindo o baloiço a saltitar...
MOla estendida a pingar,
TEnho na alma os pedaços, morangos...
FIco no perfume da sela,
LImPo o dorso do olhar,
A turva pálpebra descai...
Ninho de trevos
Ouvindo a suavidade...
AR dedilhado
COlorido numa manta...
Incendiar as flores,
RIndo no prazer do sorriso,
Sentindo o baloiço a saltitar...
Wednesday, March 29, 2006
Piano
Acordei dum sonho
Dum punhal de silhuetas,
Ofuscadas em maremotos
Nos movimentos de rasgos...
Tremo de tanta impotência...
As teclas soltas, resguardadas...
Fogo de luz branca,
Pintado no sossego...
Vou brincar no piano,
Esticar as cordas,
Ouvir as cores a saltitarem...
E quando for de manhã vou recomeçar
A ver a Lua, a minha Lua...
Que é nossa, que será sempre nossa...
Dum punhal de silhuetas,
Ofuscadas em maremotos
Nos movimentos de rasgos...
Tremo de tanta impotência...
As teclas soltas, resguardadas...
Fogo de luz branca,
Pintado no sossego...
Vou brincar no piano,
Esticar as cordas,
Ouvir as cores a saltitarem...
E quando for de manhã vou recomeçar
A ver a Lua, a minha Lua...
Que é nossa, que será sempre nossa...
Tuesday, March 28, 2006
....River....
Thursday, March 23, 2006
Amarei sempre quem adora os cavalos...
Wednesday, March 22, 2006
Sorte na morte
Pés descalços com a dor do vento
Mil cores de lenços a escavarem
Marasmo sem perigo, nem alento,
Arco-íris de nudez a deleitarem...
Campos de ruínas em lágrimas movido
Encaixar a alma em perfis de cordéis,
Soltos e esticados no ouvido
Debruçado no túmulo de papeis...
Passado, presente, futuro...
Orgulho, tempo, morte...
Ficou, perdido, curo....
Lágrima, abismo, sorte...
Mil cores de lenços a escavarem
Marasmo sem perigo, nem alento,
Arco-íris de nudez a deleitarem...
Campos de ruínas em lágrimas movido
Encaixar a alma em perfis de cordéis,
Soltos e esticados no ouvido
Debruçado no túmulo de papeis...
Passado, presente, futuro...
Orgulho, tempo, morte...
Ficou, perdido, curo....
Lágrima, abismo, sorte...
Tuesday, March 21, 2006
Página branca
Encontrei minha página em branco no canto da cama. No esqueleto das pontas entreabri as reticências, rasguei as sombras, e olhei cada milímetro de espaço que molhava os lençóis. Vislumbrei o cavalo de dorso doce na miragem da folha em branco. Lacrimejei, de gota em gota à espera de ouvir o casco a levar-me pelo horizonte de silhuetas, a dobrar as crinas chicoteando o destino. O som de longe fugia para o fundo da cama, num cruel abismo. Uns passos largos de folhas em branco...
Monday, March 20, 2006
Coração amaldiçoado
O sentido desconhecido
Do vazio retido,
Nas margens aprisionado
Face de saudade cavado,
Coração amaldiçoado
Pela imagem silenciado,
Mumificar recortes
Doentio mundo de cortes...
Transparente alma de tulipas,
Magia fatal, ruela de esboço,
Inundações no navio encalhado,
Tempo mutilado na eternidade esventrado,
Petrificado nos vitrais do amor
Dizimado na pureza de estar,
Nunca mais serei, aquilo que quero ser...
Do vazio retido,
Nas margens aprisionado
Face de saudade cavado,
Coração amaldiçoado
Pela imagem silenciado,
Mumificar recortes
Doentio mundo de cortes...
Transparente alma de tulipas,
Magia fatal, ruela de esboço,
Inundações no navio encalhado,
Tempo mutilado na eternidade esventrado,
Petrificado nos vitrais do amor
Dizimado na pureza de estar,
Nunca mais serei, aquilo que quero ser...
Viagem
No parapeito do céu, no abismo do Inverno,
Rodas de fogo a percorrerem os trilhos das searas.
Sina na mão tatuada
O desejo de cigano no sangue a escorrer...
O fogo arde na espuma,
Dialectos de cores na paisagem,
Correntes degoladas viram bruma,
Transpiração no patamar da miragem...
Gritos de fornos na brandura,
Chaves escondidas à mostra,
Retrato de preto a espalhar verdura,
Marcha de raios, chuva desperta...
Rodas de fogo a percorrerem os trilhos das searas.
Sina na mão tatuada
O desejo de cigano no sangue a escorrer...
O fogo arde na espuma,
Dialectos de cores na paisagem,
Correntes degoladas viram bruma,
Transpiração no patamar da miragem...
Gritos de fornos na brandura,
Chaves escondidas à mostra,
Retrato de preto a espalhar verdura,
Marcha de raios, chuva desperta...
Friday, March 17, 2006
Gota de orvalho
A chuva deitada no relvado sulca o horizonte, por entre ramos de cheiros, pela espessura das linhas, dentro da seiva de viver. O perfume do orvalho lacrimeja por cada canto, despido de preconceito, aberto nas tentações de sentir o único rasgo que faz sangrar, a resvalar nos trovões da felicidade. Sempre que a pinga descai pelo ombro, o sorriso entreabre-se na ternura dum sino, na colmeia de tentações que inundam a erva já de si pouco segura. Cada manto canta no toque de simetrias assimétricas.
Wednesday, March 15, 2006
Doce Os(s)o
Fogo de tronco, formoso
Silhuetas dum sorriso, harmonioso
Gestos de língua, amoroso
Brandura de olhar, delicioso
Rasgos de pétalas, melindroso
Caveira de demónio, fogoso
Cativante penumbra, oloroso
Impregnado em aroma, cheiroso
Devastar o destino, impetuoso
Amar na solidão, silencioso
Lua desfolhada, majestoso
Coração arrancado à alma, doloroso
Absorver a lâmina da paixão, caloroso
Sufocado no prazer, carinhoso
Embriagado em néctares, viscoso
Tacto projectado em ti, gostoso
Escultura de danças, cavernoso
Descair a voz no mel, afectuoso
Cor brilhante de diamante, pingoso
Corpos de torrente em rios banhados, caudaloso
Junção da união, prodigioso
Sangue de seiva que perfuma, poderoso
Brincar na delicadeza, cremoso, esplendoroso...
Silhuetas dum sorriso, harmonioso
Gestos de língua, amoroso
Brandura de olhar, delicioso
Rasgos de pétalas, melindroso
Caveira de demónio, fogoso
Cativante penumbra, oloroso
Impregnado em aroma, cheiroso
Devastar o destino, impetuoso
Amar na solidão, silencioso
Lua desfolhada, majestoso
Coração arrancado à alma, doloroso
Absorver a lâmina da paixão, caloroso
Sufocado no prazer, carinhoso
Embriagado em néctares, viscoso
Tacto projectado em ti, gostoso
Escultura de danças, cavernoso
Descair a voz no mel, afectuoso
Cor brilhante de diamante, pingoso
Corpos de torrente em rios banhados, caudaloso
Junção da união, prodigioso
Sangue de seiva que perfuma, poderoso
Brincar na delicadeza, cremoso, esplendoroso...
Tuesday, March 14, 2006
Trovões de lua
Asas que voam nos céus,
Peitos de oceanos a ouvirem
O calor acesso de silhuetas,
Lentas noites de pegadas picantes...
Inflamam as curvas dos trovões,
Firmamento de pétalas de sangue,
A culminar o deleite da exaltação,
Na magia a escaldar...
Forte perfume que palpita
Em luz que contagia demónios,
Feitiço de duende,
Sangram na lua dormente...
Peitos de oceanos a ouvirem
O calor acesso de silhuetas,
Lentas noites de pegadas picantes...
Inflamam as curvas dos trovões,
Firmamento de pétalas de sangue,
A culminar o deleite da exaltação,
Na magia a escaldar...
Forte perfume que palpita
Em luz que contagia demónios,
Feitiço de duende,
Sangram na lua dormente...
Monday, March 13, 2006
Folhagem
Meus pés estão descalços com os dedos a abrirem-se em fendas, a escorrerem na areia a dor de ver o tempo passar. Sobre o gelo, dentro de insónias, meu corpo adormece como grânulos que se vestem na despedida. Na variável de escutar as aves, nos troncos descobertos da folhagem, no tétrico desespero de querer ser feliz, a múmia caminha. É a sonda da ampulheta reservado no calor de salpicos que cobrem a aragem, brisa de tempestades que perfilam o dorso do orvalho... dedos descalços...
Friday, March 10, 2006
Citações
"A importância de uma pessoa não se constata quando estamos com ela, mas sim quando sentimos a sua falta."
"Amar não é aquilo que queremos sentir mas sim aquilo que sentimos sem querer!"
"As vezes na nossa vida, cantamos a soluçar, escondendo o que sentimos com vontade de chorar"
"A verdadeira lágrima nao é aquela que dos olhos percorre a face, mas sim a que sai do coraçao e percorre a alma."
"Amar um Ser é Matar Todos os Outros" Albert Camus
"Não Pode Existir Amor Sem Verdadeira Troca" Antoine de Saint-Exupéry
"Nunca Nos Separamos do Primeiro Amor" Marguerite Duras
Morrer de Amor...
"Amar não é aquilo que queremos sentir mas sim aquilo que sentimos sem querer!"
"As vezes na nossa vida, cantamos a soluçar, escondendo o que sentimos com vontade de chorar"
"A verdadeira lágrima nao é aquela que dos olhos percorre a face, mas sim a que sai do coraçao e percorre a alma."
"Amar um Ser é Matar Todos os Outros" Albert Camus
"Não Pode Existir Amor Sem Verdadeira Troca" Antoine de Saint-Exupéry
"Nunca Nos Separamos do Primeiro Amor" Marguerite Duras
Morrer de Amor...
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Thursday, March 09, 2006
Desassossegado sossego
A paisagem desbota,
Licor de mulher conforta,
Bela capela de mármore,
Rotundas de fornos...
Cactos que adoçam os néctares,
Arrebatar o olhar, culminar o prazer,
Almas de fogo a pautar o sol,
Conchas a fervilharem de meiguice...
Embalamos as luzes de sombras
No entardecer do vento,
No acordar dos raios,
Ladeiras de desassossego, sossegado, acaricia-se, delicia-se...
Robustez de afectos na melancolia do desejo,
Corpos derretem-se no afecto, a pele...
Dissolver o perfume de frascos comprimidos,
Encher a essência de aromas...
Roçar a sensibilidade,
Nas emoções de amar,
Na profundeza abraçados,
Geme o tempo...gememos...
Licor de mulher conforta,
Bela capela de mármore,
Rotundas de fornos...
Cactos que adoçam os néctares,
Arrebatar o olhar, culminar o prazer,
Almas de fogo a pautar o sol,
Conchas a fervilharem de meiguice...
Embalamos as luzes de sombras
No entardecer do vento,
No acordar dos raios,
Ladeiras de desassossego, sossegado, acaricia-se, delicia-se...
Robustez de afectos na melancolia do desejo,
Corpos derretem-se no afecto, a pele...
Dissolver o perfume de frascos comprimidos,
Encher a essência de aromas...
Roçar a sensibilidade,
Nas emoções de amar,
Na profundeza abraçados,
Geme o tempo...gememos...
Tuesday, March 07, 2006
Suspiro
Preta vestida, despida,
Pinga a fúria do mar,
Penteia-se nas ondulações
As mãos traçadas, suspiro...
Intensidade de murmúrios,
Desejo ardente a percorrer,
A pele suspensa,
Calor no gelo, suspiro...
Mãos que sussurram,
Brechas a brotar energia,
Línguas enlaçadas,
Lábios agrestes, suspiro...
Túmulo que ressuscita
Em subtis toques gelados.
Admira-se as subtilezas
Misterioso vento, suspiro...
Sobe o prazer,
Derrete-se o som,
Trovão de correntes,
Sentir a intimidade, suspiro...
Pinga a fúria do mar,
Penteia-se nas ondulações
As mãos traçadas, suspiro...
Intensidade de murmúrios,
Desejo ardente a percorrer,
A pele suspensa,
Calor no gelo, suspiro...
Mãos que sussurram,
Brechas a brotar energia,
Línguas enlaçadas,
Lábios agrestes, suspiro...
Túmulo que ressuscita
Em subtis toques gelados.
Admira-se as subtilezas
Misterioso vento, suspiro...
Sobe o prazer,
Derrete-se o som,
Trovão de correntes,
Sentir a intimidade, suspiro...
Monday, March 06, 2006
Friday, March 03, 2006
Vento, Bento..
Azulejos de história,
No azul dourado de linhas,
Descair na memória,
No domingo, do coração vinhas...
Portão entreaberto de desejo,
Lábios desconectados do lugar,
Possuídos minhas silhuetas vejo,
Suavidade arrebatadora...
Subida íngrime para o éden,
Delícias voluptuosas, franzina,
Descida no vento
Para derramar no mar...
Pingar da chuva nos acolhe,
Mais uma vez, outra vez,
Revoltar o sentimento
Contido, absorvido, retido...
Entre lábios pingados,
Entre mãos densas,
Entre o lume,
Entre nós....
No azul dourado de linhas,
Descair na memória,
No domingo, do coração vinhas...
Portão entreaberto de desejo,
Lábios desconectados do lugar,
Possuídos minhas silhuetas vejo,
Suavidade arrebatadora...
Subida íngrime para o éden,
Delícias voluptuosas, franzina,
Descida no vento
Para derramar no mar...
Pingar da chuva nos acolhe,
Mais uma vez, outra vez,
Revoltar o sentimento
Contido, absorvido, retido...
Entre lábios pingados,
Entre mãos densas,
Entre o lume,
Entre nós....
Thursday, March 02, 2006
Full Moon Madness
Abertura da serenidade,
Limitado ás cartas de magia,
Números que voam desalinhados,
Idas em busca do olhar...
Soltas conversas
Em intensas fragrâncias,
Palmilhar as mãos
No rosto delicado...
Pautado, sentado...
O perfil de faces frontais, vitrais,
Fundo de alicerce crepitado,
Momentos no cais...
Brando olhar a rasgar,
Impaciente vigor,
Lua a pacificar,
Caminhos de odor...
Forte ela contagia,
Na subtileza ela une,
Almas de sentimento
Full Moon Madness, parto...
Limitado ás cartas de magia,
Números que voam desalinhados,
Idas em busca do olhar...
Soltas conversas
Em intensas fragrâncias,
Palmilhar as mãos
No rosto delicado...
Pautado, sentado...
O perfil de faces frontais, vitrais,
Fundo de alicerce crepitado,
Momentos no cais...
Brando olhar a rasgar,
Impaciente vigor,
Lua a pacificar,
Caminhos de odor...
Forte ela contagia,
Na subtileza ela une,
Almas de sentimento
Full Moon Madness, parto...
Rio Tejo
Espreguiçar no tempo restante,
Vastas águas fogem na aragem,
Escorregar o fumo periclitante,
Deambular os sinos encostados à margem...
Vontade de ficar suspenso,
Permanecer nas ondulações desajeitado,
Preto vestido, espírito tenso...
Resistir ao perfume amontoado...
De pé em pé sumir na galé,
Na espera gritante sinto as águas,
Vestes não se querem separar sem fé,
Os lábios escapam-se nas mágoas...
Ostentar as ossadas a uivar,
Gritam os patamares,
A noite aproxima-se a exaltar
Aromas que sobem nos calcanhares...
Vinte e três,
Dois mais três, cinco versos serão,
A lua sobe, sobe,
Cheia, a perfumar as almas...
Vastas águas fogem na aragem,
Escorregar o fumo periclitante,
Deambular os sinos encostados à margem...
Vontade de ficar suspenso,
Permanecer nas ondulações desajeitado,
Preto vestido, espírito tenso...
Resistir ao perfume amontoado...
De pé em pé sumir na galé,
Na espera gritante sinto as águas,
Vestes não se querem separar sem fé,
Os lábios escapam-se nas mágoas...
Ostentar as ossadas a uivar,
Gritam os patamares,
A noite aproxima-se a exaltar
Aromas que sobem nos calcanhares...
Vinte e três,
Dois mais três, cinco versos serão,
A lua sobe, sobe,
Cheia, a perfumar as almas...
Subterrâneos
Madeira a resplandecer no cheiro,
Olhares pisgam na levitação,
Ornamentos de letras a voar no som,
Tempo que foge para o Atlântico...
Estranhos moldes que encaixam,
Em artifícios de lava,
Queimam no tempo infinito,
Busca de entrar na terra, ir...
Afunilar para dentro de caixas,
Esventrar o peito,
Percorrer na escuridão,
Na sensualidade deleitada...
Poeira de fumo, de volta,
Sufocos de misturas, fixos,
Alpendre de duas mulheres,
Olhos no furacão, hipnotizado...
Rebolar no cigarro que sai,
Fumado de esperança que cresce,
A sede de sulcar os lábios,
A timidez de recomeçar....
Olhares pisgam na levitação,
Ornamentos de letras a voar no som,
Tempo que foge para o Atlântico...
Estranhos moldes que encaixam,
Em artifícios de lava,
Queimam no tempo infinito,
Busca de entrar na terra, ir...
Afunilar para dentro de caixas,
Esventrar o peito,
Percorrer na escuridão,
Na sensualidade deleitada...
Poeira de fumo, de volta,
Sufocos de misturas, fixos,
Alpendre de duas mulheres,
Olhos no furacão, hipnotizado...
Rebolar no cigarro que sai,
Fumado de esperança que cresce,
A sede de sulcar os lábios,
A timidez de recomeçar....
Wednesday, March 01, 2006
Praça do Chile
Singela chuva que caía nas águas mil,
Brotava dos céus, dos túmulos,
Cada flor espalhava sua cor,
O rio banhava minha vista...
Toque de ouvir a melodia, soou...
Na igreja o som espalhou,
A voz doce entrou,
Logo me cativou...
Praça do Chile, força da natureza,
À espera meus ossos ficaram,
Sentados no banco, cheirar, pingaram,
Escorria a chuva, embriagada de leveza...
Saco vermelho de paixão a olhar,
Para fora dos subterrâneos,
Avistei o amor,
Enrolei o peito...
Pequena feiticeira,
Olhos de camaleão,
Café da saudade,da esquina,
Palavras de néctares trocadas, começou...
Brotava dos céus, dos túmulos,
Cada flor espalhava sua cor,
O rio banhava minha vista...
Toque de ouvir a melodia, soou...
Na igreja o som espalhou,
A voz doce entrou,
Logo me cativou...
Praça do Chile, força da natureza,
À espera meus ossos ficaram,
Sentados no banco, cheirar, pingaram,
Escorria a chuva, embriagada de leveza...
Saco vermelho de paixão a olhar,
Para fora dos subterrâneos,
Avistei o amor,
Enrolei o peito...
Pequena feiticeira,
Olhos de camaleão,
Café da saudade,da esquina,
Palavras de néctares trocadas, começou...
Penumbra
Penhascos de sentimentos
Torcidos no alvorecer,
Derrocada dos fragmentos
A acompanhar o escurecer...
Demónio de olhar fúnebre,
A alma nunca morre,
Insaciável penumbra,
Aperto que corre...
Pirilampo eterno
de força, de querer, de humildade,
Construir a felicidade
No espírito fraterno...
Torcidos no alvorecer,
Derrocada dos fragmentos
A acompanhar o escurecer...
Demónio de olhar fúnebre,
A alma nunca morre,
Insaciável penumbra,
Aperto que corre...
Pirilampo eterno
de força, de querer, de humildade,
Construir a felicidade
No espírito fraterno...
Ondulação
Monday, February 27, 2006
Cicatrizes
Enterrado na montanha de sentimentos,
Pântanos de esperanças
Um só olhar, duas almas...
Forte desfile de folhas secas...
Vislumbrar cada toque,
A sentir a pele retida,
O olhar a acomodar-se nas cicatrizes,
O sorriso de dizer...amo-te...
Quando a felicidade chega
Já a minha alma está despedaçada.
Pergaminhos em pedras espetadas,
Aqui jaz o sonho...
A melancolia do sabor,
Concerto nas escrituras,
Desassossego silêncio,
Amor condensado na ausência...
Saliência na penitência...
Paciência sem fluência...
Reticência na cadência...
Turbulência...silencia a abstinência...
Pântanos de esperanças
Um só olhar, duas almas...
Forte desfile de folhas secas...
Vislumbrar cada toque,
A sentir a pele retida,
O olhar a acomodar-se nas cicatrizes,
O sorriso de dizer...amo-te...
Quando a felicidade chega
Já a minha alma está despedaçada.
Pergaminhos em pedras espetadas,
Aqui jaz o sonho...
A melancolia do sabor,
Concerto nas escrituras,
Desassossego silêncio,
Amor condensado na ausência...
Saliência na penitência...
Paciência sem fluência...
Reticência na cadência...
Turbulência...silencia a abstinência...
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Sonho
Cordilheira
As florestas de árvores delgadas,
Copa enlaçada no luar,
Néctares de raízes enforcadas,
Armadilhadas para amar...
Cordas de galhos enfeitados,
Na saliva de esperar,
Caminhos de sulcos atados,
Compenetrados em cada mar...
Corpos de trapos rasgados,
Não consigo navegar,
Felicidade nos baús fechados,
Dispersos remos a lacrimejar...
Copa enlaçada no luar,
Néctares de raízes enforcadas,
Armadilhadas para amar...
Cordas de galhos enfeitados,
Na saliva de esperar,
Caminhos de sulcos atados,
Compenetrados em cada mar...
Corpos de trapos rasgados,
Não consigo navegar,
Felicidade nos baús fechados,
Dispersos remos a lacrimejar...
Cambaleio Dormente
Cambaleio na retina dos pés,
Os dedos dedilhados trovejam,
Resguardo na escadaria o pó,
Tempestades de cordéis racham-me...
Perdido nos degraus calcados,
Misturado no cheiro,
Contagio-me na alma de raios,
Na escuridão quebrada, desfaleço...
Dormente serenidade,
Sorriso delinquente retalhado,
Vaso que a lua ilumina
Os contornos de perfume...amo...
A alma a arder,
O gesto pendurado,
Rebolo nos teus fios,
Enrolo o ardor do calor...
Os dedos dedilhados trovejam,
Resguardo na escadaria o pó,
Tempestades de cordéis racham-me...
Perdido nos degraus calcados,
Misturado no cheiro,
Contagio-me na alma de raios,
Na escuridão quebrada, desfaleço...
Dormente serenidade,
Sorriso delinquente retalhado,
Vaso que a lua ilumina
Os contornos de perfume...amo...
A alma a arder,
O gesto pendurado,
Rebolo nos teus fios,
Enrolo o ardor do calor...
Rasgar a Alma
Arranca meu coração
Destes linhos encarnados,
Desfaz os pedaços de sangue
Na união...
Apodera-te do que de mim não sai
Que lavra na agitação,
Que rasga a alma
Na cor da paixão.
Debruça a pele de fogo,
Corta o licor da ausência,
As chamas do Dragão virão
Nas escamas da mão.
Invade as veias,
Enraíza-te nos meus lábios,
Percorre o pé,
Caminhemos juntos...
Destes linhos encarnados,
Desfaz os pedaços de sangue
Na união...
Apodera-te do que de mim não sai
Que lavra na agitação,
Que rasga a alma
Na cor da paixão.
Debruça a pele de fogo,
Corta o licor da ausência,
As chamas do Dragão virão
Nas escamas da mão.
Invade as veias,
Enraíza-te nos meus lábios,
Percorre o pé,
Caminhemos juntos...
Saturday, February 25, 2006
Fragmentos
Da fonte irrigo os caudais,
Da fricção da memória escavo,
Nos ramos quebrados clamo,
Da água esbatida rego...
Cadáver de semear as vidraças,
Solidificar o fogo, derreter nos ossos,
Olhar o sentir nas palmas das folhas,
Elevar a montanha para o inatingível...
Romper a fenda dos céus,
Esferas contíguas na respiração estonteante,
Almas que se penetram,
Solos que nas serranias fundem-se...
Fermentação de passos
a uivarem, penetro o amor
na essência das cortinas,
na fragrância de desaguar...
Da fricção da memória escavo,
Nos ramos quebrados clamo,
Da água esbatida rego...
Cadáver de semear as vidraças,
Solidificar o fogo, derreter nos ossos,
Olhar o sentir nas palmas das folhas,
Elevar a montanha para o inatingível...
Romper a fenda dos céus,
Esferas contíguas na respiração estonteante,
Almas que se penetram,
Solos que nas serranias fundem-se...
Fermentação de passos
a uivarem, penetro o amor
na essência das cortinas,
na fragrância de desaguar...
Friday, February 24, 2006
Bailado
Tenho a mão retalhada,
A Alma pesada no mar,
Fúria de ver passar a felicidade,
Recolhido por não poder amar...
Cada passo são dedos estendidos,
Esventrar o tremendo sulco,
Riscar o horizonte, ponte,
Dedilhar as profundezas da harmonia
Assustador por de tanta força acreditar
Por caminhos trespassado,
Sigo nas viagens
Do bailado de mãos...
A Alma pesada no mar,
Fúria de ver passar a felicidade,
Recolhido por não poder amar...
Cada passo são dedos estendidos,
Esventrar o tremendo sulco,
Riscar o horizonte, ponte,
Dedilhar as profundezas da harmonia
Assustador por de tanta força acreditar
Por caminhos trespassado,
Sigo nas viagens
Do bailado de mãos...
Contido estrondo
Recolhe-se os quadros, recolhe-se o amor,
Calor transparente, moldura carente,
Vazio despido em momento retido,
Sem folhas nas veias, contido...
Imensidão de mar que ouve,
Mergulho no vácuo ausente,
Vontade de transbordar
Permanência de sentir trovejar, estrondo...
Gemo torcido no esqueleto,
Árduo odor de perfume,
Caixote de vidro repleto
Na persistência do lume...
Calor transparente, moldura carente,
Vazio despido em momento retido,
Sem folhas nas veias, contido...
Imensidão de mar que ouve,
Mergulho no vácuo ausente,
Vontade de transbordar
Permanência de sentir trovejar, estrondo...
Gemo torcido no esqueleto,
Árduo odor de perfume,
Caixote de vidro repleto
Na persistência do lume...
Bebo !!
Bebo o café turvo da saudade
Caos deprimente, diferente
A ausência vincada
Infestado de demónios,
Mergulhado nas trevas...
Espírito de trapo, louco
Muitos sítios vagueio
Só num quero estar
Perdido o hábito, retido
Bebo o gemido do amor...
Caos deprimente, diferente
A ausência vincada
Infestado de demónios,
Mergulhado nas trevas...
Espírito de trapo, louco
Muitos sítios vagueio
Só num quero estar
Perdido o hábito, retido
Bebo o gemido do amor...
Thursday, February 23, 2006
Dedos
Silhuetas de dedos,
Danças que contemplam os céus,
Esqueletos numa forte melodia
Agregam-se envolvidos no odor.
As almas roçam de dor
Amplo querer, adormecido,
Embebido no esmagamento,
Nos traços da memória.
Leveza, Subtileza, Beleza...
Chuva forte nesta brisa,
Coração que ambiciona entornar-se na dança...
Maldito seja meu ser, por em prisão ter ficado.
Danças que contemplam os céus,
Esqueletos numa forte melodia
Agregam-se envolvidos no odor.
As almas roçam de dor
Amplo querer, adormecido,
Embebido no esmagamento,
Nos traços da memória.
Leveza, Subtileza, Beleza...
Chuva forte nesta brisa,
Coração que ambiciona entornar-se na dança...
Maldito seja meu ser, por em prisão ter ficado.
Medusa
Múmia de mim, sagrando
Vestido com a pele rasgada,
Seguro o destino cantando
Na impaciente alma, desenrolada...
Medusa de fino seio,
Minhas vestes de perfume derramam-se,
Pinto petrificado a tela do caixão
As linhas das pautas glorificadas.
Roxo no aroma, preto na essência
Mergulhado como punhal,
Tremo sólido como estátua,
Olho vergado o caudal.
Nas cordas de violinos, nas teclas soltas,
Magma que arde insaciável,
Vertigem sedutora.
As impacientes linhas do nosso cheiro suspenso...
Vestido com a pele rasgada,
Seguro o destino cantando
Na impaciente alma, desenrolada...
Medusa de fino seio,
Minhas vestes de perfume derramam-se,
Pinto petrificado a tela do caixão
As linhas das pautas glorificadas.
Roxo no aroma, preto na essência
Mergulhado como punhal,
Tremo sólido como estátua,
Olho vergado o caudal.
Nas cordas de violinos, nas teclas soltas,
Magma que arde insaciável,
Vertigem sedutora.
As impacientes linhas do nosso cheiro suspenso...
Wednesday, February 22, 2006
Porque?
Porque se fecham as portas? Porque nas janelas quebradas não germinam as sementes? Porque nas tormentas da minha alma existe o vazio? Porque em cada patamar se acredita na pura essência? Porque no espelho se vê a alma, e no reflexo se esbate? Porque o esqueleto da pele ama o seu reflexo? Porque a força esmorece quando o coração cresce? Porque se sente e não se quer fazer mais nada senão sentir? Porque se quer que as saliências sejam de licor de vida? Porque a via mais fácil nunca é a correcta? Porque não vale a pena correr contra a corrente quando não temos remos?Porque as teias do AMOR são tão fortes???
Gelo Nu
Flores que trespassam o orvalho
Desassossegada pétala que pinga,
Moldes de nus estendidos
Nesta fresca manhã...
Som árduo do silêncio
Na semente da paixão,
As mãos roçam no ar
Enquanto só, fica o coração.
Sufocado em ti desabrocho,
Orvalhar, molhar, ficar,
Resplandecer nos banhos
Gelo nu, palpito...
Desassossegada pétala que pinga,
Moldes de nus estendidos
Nesta fresca manhã...
Som árduo do silêncio
Na semente da paixão,
As mãos roçam no ar
Enquanto só, fica o coração.
Sufocado em ti desabrocho,
Orvalhar, molhar, ficar,
Resplandecer nos banhos
Gelo nu, palpito...
Tuesday, February 21, 2006
Chuva
Chuva que grita torpidamente
sobre meus joelhos,
Que na escuridão de silhuetas, corre apressadamente,
nas árvores despidas, caiem os bugalhos...
Germinar sobre o dorso, levemente,
Fúnebre desejo de ter licor de mel,
Na essência das palavras que ecoam tempestivamente,
Da chuva bater, rasgar minha pele...
Perder a respiração
Na dor do subterfúgio,
Encher o frasco na coroa de pétalas,
Dos abraços congregados, aquecem a chuva, aquecem-me...
sobre meus joelhos,
Que na escuridão de silhuetas, corre apressadamente,
nas árvores despidas, caiem os bugalhos...
Germinar sobre o dorso, levemente,
Fúnebre desejo de ter licor de mel,
Na essência das palavras que ecoam tempestivamente,
Da chuva bater, rasgar minha pele...
Perder a respiração
Na dor do subterfúgio,
Encher o frasco na coroa de pétalas,
Dos abraços congregados, aquecem a chuva, aquecem-me...
Monday, February 20, 2006
Flor de licor!
Ausência Divina
Sinto-te dentro de mim,
Sinto a tua ausência,
Nas margens dos rios,
Nos sulcos das danças,
Nas telas de esboços.
Sublime calor que não é miragem,
Profundos cabelos de chamas
Na desordenada raiva da folhagem,
Ouvir a saudade
Da felicidade, esperança que esvanece...
Sinto a tua ausência,
Nas margens dos rios,
Nos sulcos das danças,
Nas telas de esboços.
Sublime calor que não é miragem,
Profundos cabelos de chamas
Na desordenada raiva da folhagem,
Ouvir a saudade
Da felicidade, esperança que esvanece...
Estreito Amar
Presenteio-te com a minha alma,
Ofereço-te a minha nudez,
Ornamentos despidos varrem o frio
Noites que outrora brilhavam.
Silêncio magro na plumagem
Evado as covas dos riachos,
Irónico sentido de amar
Na névoa exilado.
Estreitos e imponentes ossos
Muralhas que encharcam o ventre
Tenho a vida em ti,
Como o caminhar enterrado em mim.
Ofereço-te a minha nudez,
Ornamentos despidos varrem o frio
Noites que outrora brilhavam.
Silêncio magro na plumagem
Evado as covas dos riachos,
Irónico sentido de amar
Na névoa exilado.
Estreitos e imponentes ossos
Muralhas que encharcam o ventre
Tenho a vida em ti,
Como o caminhar enterrado em mim.
Inverno
São santos os sepulcros
Gemidos rasgados, reflexos compenetrados.
No Inverno da alma,
Na solidão dos areais
Rochedos de punhais.
Pálpebras a rufarem de sentimentos
A ecoar no sangue gritante
Ao lado da claridade, gigante.
Estranho remoinho, escadas condenadas
À sorte infeliz da cela infernal
Arde o abismo fatal!
Faminto o queixo debruçado
Imerso nas paisagens de sonhos
Formam-se motins a esgrimar os olhos.
São túmulos que tropeçam no cérebro
Amadureço, colhendo o desespero...
Gemidos rasgados, reflexos compenetrados.
No Inverno da alma,
Na solidão dos areais
Rochedos de punhais.
Pálpebras a rufarem de sentimentos
A ecoar no sangue gritante
Ao lado da claridade, gigante.
Estranho remoinho, escadas condenadas
À sorte infeliz da cela infernal
Arde o abismo fatal!
Faminto o queixo debruçado
Imerso nas paisagens de sonhos
Formam-se motins a esgrimar os olhos.
São túmulos que tropeçam no cérebro
Amadureço, colhendo o desespero...
Friday, February 17, 2006
Perfume
Amo-te
Amo-te na saudade.........................................linhas
Amo-te nas folhas secas.................................cores
Amo-te pela quente pele................................inferno
Amo-te nas ondas do mar..............................tacto
Amo-te nos nossos sorrisos...........................nus
Amo-te nas danças.........................................melodia
Amo-te entrelaçado nos dedos.....................perfis
Amo-te nas telas.............................................harmonia
Amo-te pela noite............................................fogo
Amo-te na paixão............................................doces
Amo-te nos carinhos........................................intenso
Amo-te no olhar................................................gémeos
Amo-te por entre teus lábios..........................reversibilidade
Amo-te na escuridão da luz.............................essência
Amo-te impregnado.........................................odor
Amo-te na lua prateada...................................espelho
Amo-te em tanto te querer.............................calor
Amo-te no rio a beijar......................................corrente
Amo-te em cada S. João..................................cemitério
Amo-te no túmulo de ossos.............................viagens
Amo-te na rosa vermelha, na tulipa negra....cheiro
Amo-te 23 versos nas montanhas do Chile...encontro
Amo...Amo...Amo...Amo...Amo...Amo...Amo...
Sozinho!!!
Amo-te
(O maior pecado de todos: Amar)
Thursday, February 16, 2006
Abismo
Absorver o rio que corre para dois lados, que corre com sentido, que corre no sabor do vento.
Tuesday, February 14, 2006
Beijo Profundo
Tenho a navalha escrita em papel
A força de levantar no orvalho
A perdição das folhas perdidas na pele
O perfume entrelaçado no teu olhar.
O toque dos sinos molham-se
no céu da saudade.
A madeira estala, gelada...
Quentes lábios ardem...
No nevoeiro do abraço
Sinto-te a pingar no meu regaço,
nos galhos rasgado,
profunda subtileza de olhar...
A força de levantar no orvalho
A perdição das folhas perdidas na pele
O perfume entrelaçado no teu olhar.
O toque dos sinos molham-se
no céu da saudade.
A madeira estala, gelada...
Quentes lábios ardem...
No nevoeiro do abraço
Sinto-te a pingar no meu regaço,
nos galhos rasgado,
profunda subtileza de olhar...
Monday, February 13, 2006
Frankestein
"Todos os humanos odeiam aqueles que são infelizes. Quanto ódio devo despertar eu que sou o mais infeliz dos seres vivos."
Mary Shelley, Frankestein
Mary Shelley, Frankestein
Nalguma margem
Cor que pinta a margem
que cai e se levanta,
a saudade de caminhar de cabelos levantados,
o fim de morder o calcanhar.
Os pensamentos de prosseguir no alvorecer
de olhos fechados,
caídos em vales sombrios,
na imagem de conseguir...algum dia...
que cai e se levanta,
a saudade de caminhar de cabelos levantados,
o fim de morder o calcanhar.
Os pensamentos de prosseguir no alvorecer
de olhos fechados,
caídos em vales sombrios,
na imagem de conseguir...algum dia...
Saturday, February 11, 2006
Raíz mutilada
Ossos mergulhados na solidão
Duro encontro das ondas,
Esqueleto dobrado com a mão
Vertigem amputada nas sondas.
Cada seta despida,
Cada fragmento desejado,
Alimento pautado, delgado,
Raíz mutilada, comprida.
Convalescer da improbabilidade,
Perder a terra do prego esticado,
Espalmar a agitação,
Estilhaçar a paixão retida.
Duro encontro das ondas,
Esqueleto dobrado com a mão
Vertigem amputada nas sondas.
Cada seta despida,
Cada fragmento desejado,
Alimento pautado, delgado,
Raíz mutilada, comprida.
Convalescer da improbabilidade,
Perder a terra do prego esticado,
Espalmar a agitação,
Estilhaçar a paixão retida.
Friday, February 10, 2006
Vielas
Linhas de chamas que ardem
nas aguas do destino,
Longas ruas do alto, do alto,
sobem desconhecido na dor.
Vielas que se penetram
nas aguas que camuflam o perfume,
estreito de celas, a banhar os olhos
dos ossos que roçam no ardor...
Nevoeiro de pétalas estendidas nas mãos
O corpo sacrificado,
a alma esmagada,
o cheiro impregnado no amor.
nas aguas do destino,
Longas ruas do alto, do alto,
sobem desconhecido na dor.
Vielas que se penetram
nas aguas que camuflam o perfume,
estreito de celas, a banhar os olhos
dos ossos que roçam no ardor...
Nevoeiro de pétalas estendidas nas mãos
O corpo sacrificado,
a alma esmagada,
o cheiro impregnado no amor.
Thursday, February 09, 2006
Tronco Coberto
As flores do campo adormecem na fogueira de gelo.
Os pés descalços sobem pelo esqueleto,
ouvem o toque dos sinos,
ficam retidos nas palavras doces que profanam a alma.
Os sons que dedilham as células
nas cordas dum violino,
calmante com o vento calcado.
Nos perfumes de resvalar,
tempo de pétalas,
expressão de amar calado,
a força de ser o tronco coberto.
Cordas que tocam no silêncio da pele
O som da ternura, do amor
Pinga a saudade de ti... tronco coberto...
Ilusões
"O cansaço de todas as ilusões e de tudo o que há nas ilusões - a perda delas, a inutilidade de as ter, antecansaço de ter que as ter para perdê-las, a mágoa de as ter tido, a vergonha intelectual de as ter tido sabendo que teriam tal fim."
Livro do desassossego por Bernardo Soares ( pag.56)
Língua esquecida
O olhar de quente
toca no desassossego deprimente.
Amar a alma, calar o espírito,
de leve ver os trios, fortemente ficar frio.
É o rio de águas no horizonte...
O sonho de percursos, sonho partido...
As folhas nos cabelos, a chuva de cair...
O calor das brasas a estilhaçar...
Gelada coberta, alma descoberta
Sentir ao fundo, o quadro na esquina
noDesejo retido
pela língua esquecida...
toca no desassossego deprimente.
Amar a alma, calar o espírito,
de leve ver os trios, fortemente ficar frio.
É o rio de águas no horizonte...
O sonho de percursos, sonho partido...
As folhas nos cabelos, a chuva de cair...
O calor das brasas a estilhaçar...
Gelada coberta, alma descoberta
Sentir ao fundo, o quadro na esquina
noDesejo retido
pela língua esquecida...
Wednesday, February 08, 2006
Sempre
Dormentes olhos que vêem as arestas plantadas...
Pingam na florestam, pingam em cantos mornos...
Dormem entorpecido no andar, cantam no lugar...
Declinam-se no altar, sobem nos raios...
Declive de frentes semeado, cresce o lugar olvidado...
Sempre tudo, sempre nada, sempre algo...
Sempre a escuridão no declive...
Sempre as arestas que têm que ser puras...
Puros como os ramos das folhas que crescem na Primavera....
Pingam na florestam, pingam em cantos mornos...
Dormem entorpecido no andar, cantam no lugar...
Declinam-se no altar, sobem nos raios...
Declive de frentes semeado, cresce o lugar olvidado...
Sempre tudo, sempre nada, sempre algo...
Sempre a escuridão no declive...
Sempre as arestas que têm que ser puras...
Puros como os ramos das folhas que crescem na Primavera....
Parto, Reparto, Sulco
Reparto a alma no gosto...
Parto no ouvido das sereias...
Reparto a vista no horizonte...
Parto em pegadas de solidão...
Reparto meus vasos de flores pintadas...
Parto, reparto, sulco...
Sulcos de marés desviados...
Sulcos de sintomas que rasgam...
Sulcos das mantas molhadas...
Sulcos a galgar o resto...
Parto no ouvido das sereias...
Reparto a vista no horizonte...
Parto em pegadas de solidão...
Reparto meus vasos de flores pintadas...
Parto, reparto, sulco...
Sulcos de marés desviados...
Sulcos de sintomas que rasgam...
Sulcos das mantas molhadas...
Sulcos a galgar o resto...
Tuesday, January 17, 2006
Corpo
Em meu corpo dorme as tempestades, fugas de sonhos que sobem no sol
Sobem no desejo, fogem no canto do meu desejo
Tudo a minha volta me quer na areia sufocado
Sou a alma encarnada nos pedaços de deuses
Sou vertigem dum homem com fogo entre a minha boca
Meus lábios sugam o prazer do teu corpo nos remoinhos das pétalas
Sobes na minha carcaça, eu deixo-te
Tu és minha no meu tronco esbelto
Meus olhos abrem teu horizonte em espuma de flores
Cada folha meu braço transborda
Sou o teu desejo, estou na tua vida, sou aquilo que nunca serei
Sou sangue que fervilha no pólen do cálice
Sou nada perante tudo
Tudo em mim saboreia a vitória, o pingar das nuvens
Sou aquilo que nunca serei...
Sou aquilo que nunca serei...
Sou aquilo que nunca serei....
Sobem no desejo, fogem no canto do meu desejo
Tudo a minha volta me quer na areia sufocado
Sou a alma encarnada nos pedaços de deuses
Sou vertigem dum homem com fogo entre a minha boca
Meus lábios sugam o prazer do teu corpo nos remoinhos das pétalas
Sobes na minha carcaça, eu deixo-te
Tu és minha no meu tronco esbelto
Meus olhos abrem teu horizonte em espuma de flores
Cada folha meu braço transborda
Sou o teu desejo, estou na tua vida, sou aquilo que nunca serei
Sou sangue que fervilha no pólen do cálice
Sou nada perante tudo
Tudo em mim saboreia a vitória, o pingar das nuvens
Sou aquilo que nunca serei...
Sou aquilo que nunca serei...
Sou aquilo que nunca serei....
Monday, January 02, 2006
Sorriso
Noites serenas de vulcões em chamas,
acalmam na areia molhada...
Escorrem pela luzes,
espalhadas num cobertor de estrelas...
Apertos de alma num beijo de mel
Desce nas colinas, a serpentear...
Sobe no tempo, devora tempestades...
Um sorriso, dois sorrisos...
acalmam na areia molhada...
Escorrem pela luzes,
espalhadas num cobertor de estrelas...
Apertos de alma num beijo de mel
Desce nas colinas, a serpentear...
Sobe no tempo, devora tempestades...
Um sorriso, dois sorrisos...
Thursday, December 29, 2005
Som
Um som do alto das colinas sopra...
Sopra no alto para cima do monte...
Sopra sem destino...
Um som que toca nas colinas...
Voa saliente pelas fendas, cobertas...
Cobertas de musgo nas cordas...
Cobertas de chamas de brasas...
Voa saliente o mel dedilhado...
Um som voa soprando na coberta.
Sopra no alto para cima do monte...
Sopra sem destino...
Um som que toca nas colinas...
Voa saliente pelas fendas, cobertas...
Cobertas de musgo nas cordas...
Cobertas de chamas de brasas...
Voa saliente o mel dedilhado...
Um som voa soprando na coberta.
Wednesday, December 14, 2005
Mais um...
Anos passam...glórias das sementes germinadas...
Povos que fortalecem suas escamas
Correntes que salpicam o musgo
Pega-se no orvalho e na mistura do tempo, condensa-se as tempestades...
Povos que fortalecem suas escamas
Correntes que salpicam o musgo
Pega-se no orvalho e na mistura do tempo, condensa-se as tempestades...
Monday, December 12, 2005
Ventos
...Ondas dispersas....
...subindo em rodopio...
...cantos de águas...
...fogo a arder...
...braços estendidos...
...na melancolia de esperança...
...cortante de espelhos...
...na mistura....
...subindo em rodopio...
...cantos de águas...
...fogo a arder...
...braços estendidos...
...na melancolia de esperança...
...cortante de espelhos...
...na mistura....
Tuesday, December 06, 2005
Vêm
Água do céu escuro que ouves meu ninho brilhar, vêm até mim...
Vento que levantas de manhã, vêm até mim...
Pedaços de orvalho que adoças o ar, vêm até mim...
Arcos de profundeza, vêm até mim...
Silhuetas no mar a levitar, vem até mim...
São cores, são sensações, são estados de espírito...
São as moléculas da saudade que transpiram....
É a pele molhada de mel....
Vento que levantas de manhã, vêm até mim...
Pedaços de orvalho que adoças o ar, vêm até mim...
Arcos de profundeza, vêm até mim...
Silhuetas no mar a levitar, vem até mim...
São cores, são sensações, são estados de espírito...
São as moléculas da saudade que transpiram....
É a pele molhada de mel....
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