A olhar o ardor,
Nas chuvas severas
Brilha o calor...
Bolha de sabão flutuante
Na noite a tilintar,
O rasgar viajante
Da chama lunar...
Film...Clim...Trim...
Plim...Strim...slim...
Brasas dos braços de gelo ardente
FullMoon Madness!
Cores de fogo
Impregnam a lua
A rabiscar as saliências…
O que leva a ficar preso ao segundo?
Tortura do cigarro a torcer
No desespero dos olhos,
Dor na escuridão
Avidez do desespero,
Escada que circula
Sem profundidade,
Fumo que no corpo penetra,
Ouve-se a alma a rugir
A profanar a leveza,
Cerca o Demónio de ti
Tanta tortura sufocada.

Os lábios que contornam a doçura do sabor. Sempre a mistura do último paladar que foge por entre neblinas, e se esconde no altar da clemência. Formosura do altar que define as arestas, toques de pureza. Quando os lábios encaixam no impregnar das serpentes, a alma aquece no fervilhar de brasas e envolve o espírito na suavidade do néctar dos deuses. O enrolar da doçura que escorre a dedilhar as entranhas.
Encontrei minha página em branco no canto da cama. No esqueleto das pontas entreabri as reticências, rasguei as sombras, e olhei cada milímetro de espaço que molhava os lençóis. Vislumbrei o cavalo de dorso doce na miragem da folha em branco. Lacrimejei, de gota em gota à espera de ouvir o casco a levar-me pelo horizonte de silhuetas, a dobrar as crinas chicoteando o destino. O som de longe fugia para o fundo da cama, num cruel abismo. Uns passos largos de folhas em branco...
Pedaço do corpo espalmado pelo tempo fazem soar as badaladas, que tocam no meio da areia que foge. Entrelaçar o voo do passaro amarrado, sem puder suspirar, apenas poder esconder os olhos na pele. Díficil resvalar de linhas que se misturam em tons de espasmos. Caminha-se nas folhas secas do Outono, secando as lágrimas de vertigens diferentes. Nas várias gerações que passam tenho a percepção que a fuga das ravinas só culmina na recordação.
Em pó doce que cai dos céus a manhã se aninhou. Os pedaços de leves sobremesas que sobem no musgo a esventrarem, caminham de pé em pé, pendurados na leveza da espuma, no oriente cintilar de risos que mutilam o sossego. Coaxar de permutas de véus acendem as grutas. São misturas alicerçados nos mantos de descansados encaixes, de contactos que batem ao som do inspirar do pincel. Pinceladas de água.
Escamas de colher... malmequer desdobrado... toque de levitação... alvorado de penetração
...
sedução de faíscas... janela pingada...perfurar o ouvido...surdez do penhasco