Thursday, May 01, 2008
Janela
Monday, April 28, 2008
Rosa
É o tempo do beijo; o subtil encosto. Deixei-a sem a recolher nos meus dedos. Pétalas enlaçadas ficaram na solidão. Esqueci-me dela...Não a abracei...Esqueci-me de mim...
Não é ela!
Sunday, April 27, 2008
Wednesday, April 23, 2008
Rendilhado
O esqueleto constrói muralhas intransponíveis ao olhar. Sensações negras são despidas no olhar da Alma, cobertas dum orvalho de chamas rasgadas nos luares. Murmúrio estrondoso.

Sunday, April 20, 2008
Licor de Lua
Licor de Lua
Saturday, April 19, 2008
Metamorfoses
Situo-me no fundo da sala junto duma paródia de letras. Esqueço o silêncio da sala e amordaço as nuvens para elas iluminarem o vazio.
Não entender a pergunta, nem a resposta se assemelha à pergunta.
Wednesday, April 16, 2008
Profundezas
Perguntar por algo desconhecido, pétala destilada sepulta o monstro do devaneio. Sopram os pardais da solidão, mais velozes, mais famintos. A ternura da timidez aconchega as feras.
Sunday, April 13, 2008
Thursday, April 10, 2008
Dois e Meio
Um guarda-chuva e meio.
Escondido dentro dos bosques uivava o tempo.
Marteladas incessantes do silêncio
Num assobio vertiginoso...
Havia dois sorrisos,
Um sorriso e meio.
Encapuçado fora da imaginação do sentimento.
Maravilhadas imagens da violência
Afundado no terror temeroso...
Metade da metade...
Dobro do dobro...
Geme a respiração....
Monday, April 07, 2008
Existir
Existem néctares de gotas.
Existem secretas pétalas.
Existem cânticos de chuva.
Existem teias na escuridão...
Existiam filamentos prateados, cortados aos bocados para poderem ter sido saboreados.
Wednesday, April 02, 2008
A Noite Só
Ela grita.
Ela chora.
E no silêncio ela implora.
O que é?
Sussurro notas nas luzes que salpicam as ruas. Gotas atadas dum sabor dúbio deslizam nos canteiros. Seguro-as nos lábios dos olhos, misturo-as na vastidão das estrelas.
Tuesday, April 01, 2008
Saturday, March 29, 2008
Trevas Ardentes
Ouvi-te gemer ontem à noite. Tuas garras estavam infiltradas de prazer, ensanguentadas dos rasgos de paixão. As carícias desciam no corpo das chamas a tocar o abismo das vertigens. Sulcaste o fogo dentro das teias até elas romperem tua pele. Cordas dedilhadas na sede de seres possuído.
Continuas com o sexo erecto Demónio?
Navegas sem parar nas linhas dos sinos. Tocas o inalcançável sobre as nuvens até ouvir um suspiro dos remos. São contornos estranhos que te fazem palpitar, nos sonhos e na realidade. Uma estranheza profanada em beleza, numa corrente do descarrilamento...
Terás unicamente que te satisfazer com o sonho Demónio?
Tuesday, March 25, 2008
Tormentos
O que atormenta a azeitona é não ser espremida.
O que atormenta a viagem provém do sopro.
O que atormenta o carvão não pode salpicar a Alma.
O que atormenta a tinta, o regaço da criança, ou o olhar do tempo, é a ausência.
O que atormenta a vela ilumina a tela.
O que atormenta as chamas da insatisfação bebida é a flor do mistério incompreendido.
O que atormenta a memória não pode ser cultivada pela aparência, apenas restrita numa livre escuridão.
O que atormenta o fogo são as teias.
Um tormento de paixão.
Friday, March 21, 2008
Tuesday, March 18, 2008
Calor
Servente dos desejos, o cego rosto
Cobre o guarda chuva;
Da chuva muda
O decaimento das rochas estremece...
Densa as cicatrizes resvalam
O dedilhar do ar puro,
Da varanda despida,
Do telhado molhado.
Mar além da imaginação,
Povoa o segredo da paixão.
Enroscar o pergaminho de teias.
Calor da Alma...
Sunday, March 16, 2008
Badalar
Wednesday, March 12, 2008
Beleza de Sangue
- Acordas o suspiro da Alma com essências perfumadas?
- As paredes estão escritas com sangue.
Sunday, March 09, 2008
Loneliness
A serenidade do aconchego...
“Quem tem medo do Lobo mau?
Quem tem medo do Lobo mau?
Quem tem medo do Lobo mau?”
- E se quiseres devorar a Alma? E... A pele requerer fogo? E... Possui-me!
- Tenho medo de ti, capuchinho! Fazes-me cócegas.
- Devora-me. Não perguntes porquê.
Os olhos estão escondidos. A roupa enche a solidão. Sentes-te sozinho? O sabor nauseabundo da sociedade rasga tua fuga? Provavelmente saberás qual o órgão mais importante na mulher?
Deixa-me ver as fotos dos esgotos que elas perguntam por um carinho. A audiência espera por ti. Tens mulheres despidas para te cortejar, prémios de risos, tempo desperdiçado...Terás comportamentos do vazio oco das palavras?
Fecha os olhos, liga os monitores televisivos. Sentes o abandono?
- Vêm cá Lobo mau, desejo-te acariciar....
- Tenho medo...Mas vou...Não, não vou!
- Aqueço-te. Não te como prometo.
- Vou morder, rasgar e dilacerar teu corpo.
- E a parte do violar não irá acontecer?
- Não!
Assobiar ao suspiro de navegações subterrâneas. Fogos transparentes. Nem sei onde mora o amor, se é no adeus da palavra ou no silêncio do abraço.
Hitler companheiro de Deus?! As asas não te seguram. Solidão tua, solidão minha...Caminhamos, caminho, caminhas. Buracos são decorações, o afundar na monotonia de não fugir.
“E o órgão mais importante na mulher é o nariz”
Será?
Quero o Lobo mau a uivar e se puder ser também a violar.
Saturday, March 08, 2008
Flecha Ardente
Monday, March 03, 2008
Noite de Letras
( Herberto Helder ???????)
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Pinga o pois é...
Zangado, sem pé...
Chama deflagrada...
Nos corpos orvalhados
Penduram crinas de fogo!!!
Irrompe furacões repletos de orações.
Olhar paralisado recordando a embriaguez das abertas reticências. Verter, reter, gemer, elevar o som da cor embaciada pela talhada dor... Gravar os cantos escondidos dentro da arca. Ecos que ao chegar sentem a sensibilidade. Propagar do zumbido...Balanço do vento...
Provoca-me!
Sente as vertigens...
Rasga-me!
Retêm o suspiro...
Decifra-me!
Navegar o calor do frio...
Acolhe-me!
Espelhar as florestas...
Tatua-me!
Reflexo de cabelos...
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Saturday, March 01, 2008
Punição de Voar
Será aniquilação de sorrir?
Letras cunhadas a mistério
Para misturar o perfumado nevoeiro...
Desfiar
Numa valsa
O aroma escrito;
A chama do fundir
Rebola na reflexão,
Num declínio,
Numa evaporação,
Num círculo rasgado no coração...
Desprotegida luz...
Desamparada escuridão....
Raios cavalgantes...
Voar!
Wednesday, February 27, 2008
Pedaços duma Vida
- Espalhar a desgraça.
- Lavrar a aridez.
- Inventar o sonho.
- Emoções em grades de alucinações.
“Levas uma galheta no focinho” – Mulher do Bolhão.
Sentimentos impregnados de fado – Cartaz do café.
P.S: Ainda me vou tornar no mestre do livro das reclamações. Será possível espalhar poemas em tais livros?
Ertuca Slirto Rabré!!!
Tuesday, February 26, 2008
Salpicos
Saturday, February 23, 2008
"Lugar"
Pedem tanto a quem ama: pedem
o amor. Ainda pedem
a solidão e a loucura.
Dizem: dá-nos a tua canção que sai da sombra fria.
E eles querem dizer: tu darás a tua existência
ardida, a pura mortalidade.
...
Herberto Hélder, Lugar - II
Friday, February 22, 2008
Labirinto
Wednesday, February 20, 2008
Estremecer
Monday, February 18, 2008
Plim
L
I
M
!
Aborrecido cansaço que abana o ser
Levando a querer pendurar o sorver.
Caminhar o entrelaçar das letras
A mergulhar gemidos em florestas.
O quotidiano mergulhado nas trepidações
Para vislumbrar rostos de orações
Até que se ouve a margem esquecida do dedo,
Num canto virgem do rio do medo...
P
L
I
M
!
Thursday, February 14, 2008
Wednesday, February 13, 2008
Friday, February 08, 2008
Miragem da Alma
Monday, February 04, 2008
Sino
Andam gatos com olhar desvastados...
Toca o sino! Toca o sino!
Andam retalhos de olhar escondidos....
Andam no monte os fantasmas vendidos...
Toca o sino! Toca o sino!
Salva a Alma, salva teus olhos,
Salva os dedos, salva as miragens...
Salva-te...
Toca o sino...
Esquarteja o tempo!
Tuesday, January 29, 2008
Imagens
Monday, January 28, 2008
Lavrar
A Alma dos pedintes devora os azulejos pintados ao acaso.
Tuesday, January 22, 2008
Thursday, January 17, 2008
Soprar ao Vento
Num Sopro,
Num desassossego.
Arranhar a paixão da cova ao caixão...
Forte som embriagado desce colinas de neve...
Cego ou seco...
Perfume de balas cobre o rosto.
Esfaqueado pelo gelo,
Coberto de fracturas de Alma.
Trovões abrem sepulturas
Do manto de sangue para o altar.
Corredores da escuridão
Povoados de solidão,
Rasgados com a humidade do prazer...
Silêncio fúnebre...
Medo,
Audácia,
Êxtase...
Odor do desejo penetra a suavidade.
Língua embala a vastidão do suspiro.
Reflexo do comboio despedaça o tempo.
O enlaçar do Amor...
Olho de voz aterrador respira ao compasso dos sinos.
Tenho os cabelos ao vento...
Longos até onde o veludo toca o seio.
Rasgas-me o coração?
Monday, January 14, 2008
Saudade
Altar de asas mergulha nas velas...Filamentos afiados da cantoria, sabor do balanço do fumo....Violinos...
Saturday, January 12, 2008
Tuesday, January 08, 2008
A Marcha...
Friday, January 04, 2008
Olhos Cegos
A combinação sobre a laje tumular abre fissuras de fogo. Mãos de gelo retiram filamentos de sémen... Véu embaciado nas trevas.
Monday, December 31, 2007
Brasas Embaladas
Escavar com os ardores na palma da mão até escaldar a pele, até o âmago virar gelo de fogo, até o pingar a progredir para gritar nas cavernas das teias. Som embalado de brasas dilacera o deserto...
As palavras circundam, circulam os pés nus...
Chuvisco de mais um ano...Fonte de gemidos...
Monday, December 24, 2007
Agasalho
Friday, December 21, 2007
Lareira da Noite Longa
A escuridão abrasa o segundo que escorre pelos poros. Velejar em tempos sem fim onde espreita o luar, a aconchegar as estrelas das nuvens deitadas no horizonte. Tilintar a noite longa na palma das folhas esvoaçantes. Dançam no chão, algumas nos galhos, outras no coração...Nesta transição a silhueta faz renascer nova época. Aromas a congelar essências e a transformá-las em licores para beber à lareira...Thursday, December 20, 2007
Naufrágio Ardente
Saturday, December 15, 2007
Calor do Ardor...
Cânticos sussurrantes desafiam patamares escaldantes, o desassossego cativante da mistura.
Até que chega a entrada dos heterónimos, e da mulher com fôlego. A escuridão abraça o louco dançar, da embriaguez louca de despir. Enrosca-se o calor, e abandonado ao estímulo de sentir as mãos, rodopia-se um vagaroso abrasar da Alma. Detido neste aprisionamento da liberdade o deslizamento enrola profundos desejos ao expender o infinito até à pele. O deambular das brasas seduz raios flamejantes, arcos de paixão, sensações de emoções a dilacerar as teias das veias.
Dedos que trespassam as flores vestidas, dedos derramados no vulcão. Inferno do baloiço a escrever o prazer, a rabiscar florestas de sonhos flutuantes, a endiabrar um pulsar sensual... Do ardor gemem lábios... Do calor ardem rios...Desejo forte do aquecimento íntimo...
Friday, December 14, 2007
Tuesday, December 11, 2007
Hummm...
Thursday, December 06, 2007
Run Santa Claus
You can run but you can not hide.
You can run but you can not die.
Run…Run…Run…
Fly or Die…Die or Fly...
You can run but you can not hide.
You can run but you can not die.
Butterfly…
Santa Claus…
Butterfly…
Wednesday, December 05, 2007
Gota
Friday, November 30, 2007
Toques Embriagados
Será a beleza da mulher o canto do sopro do Outono? Será a ventania a esperança das rajadas devastadoras? Será a ponte o áspero gemido da inquietação?
Estreitas divagações do coração ancorado na mão.
Tuesday, November 27, 2007
Urna
Rego os dedos
Urna
Trémulo borbulhar
Borboleta
Voar
Fatias do Labirinto
Saturday, November 24, 2007
Pulsar da Lua
Com navalhas afiadas.
Cortam o minucioso compasso
Do badalar do segundo.
Espremem do cálice o sabor
Das tentações.
Costuras de veludo ou porcelanas rendilhadas...
Pulsar a noite...
Inundar o bailar...
Estremecer incerto...
Tingir a Alma...
Silhuetas de mãos...
Rasuras limadas ou painéis espelhados...
Reunir o suspiro da Lua
Em torno do Amor...
Baralhar notas feitas de gotas de licor
No retorno do odor...
Mergulhar... Afundar... Dar...
Friday, November 23, 2007
Demónio
Rio opaco escala a suavidade do tormento...
Maquilhagem!
Manta!
Tatuagem!
Rio sinuoso da fricção embalada...
Reflexo espalha-se. Devora-me...
Sinistra face...
Estranha foice...
Ardor infernal...
Rasgo gemido...
Ceifar a erecção da mão,
Gotas do sangue que rebenta.
Renascem...
Furos da paixão massacra o vento;
Perfis de vulcões.
Esboços íntimos desvendam a pele molhada;
Distender furacões.
A cera a escaldar desliza na pele...
Furar...Derreter.. Portões do Demónio.
Velas embriagadas nas trevas.
Pálido Vampiro...Puro...Levita...
Wednesday, November 21, 2007
Caixão
Monday, November 19, 2007
Santo
Fontes de telas mergulham no santo.
Sabor dedilhado com frescura.
Odor orvalhado com pintura.
Vou até ti...
Até ao fundo...
Profundo de mim...
Ciente do coração que cobre a felicidade,
Rasgo a sedução na Alma,
E tilinto a magia num sossego regato.
Rio imaculado da gentil pureza...
Friday, November 16, 2007
Nirvana
"About A Girl
I'm standing in your lineI do Hope you have the time
All Apologies
In the sunIn the sun I feel as one
Come As You Are
Come as you are, as you were…
Dumb
Help me inhale
And mend it with youWe'll float around
And hang out on clouds
Then we'll come down
And have a hangover
Jesus Doesn't want Me for a Sunbeam
Don't expect me to die.
Lake Of Fire
They don't go to heaven where the angels flyGo to a lake of fire and fry
Oh Me
Would you like to hear my voiceSprinkled with emotion...
On A Plain
In a dream my memory has stored
Pennyroyal
Distill the life that's inside of me
Plateau
To beautify the foothills, and shake the many hands
Polly
take a ride
Something In The Way
Bridge
The Man Who Sold The World
You're face to faceWith The Man Who Sold The World
Where Did You Sleep Last Night
My girl, my girl, don't lie to me,
Tell me where did you sleep last night.
…
Where the sun don't ever shine.
I would shiver the whole night through.
"
Velas de veludo ardem como balas de fogo.
Suspiros..
O trespassar da Alma...
Thursday, November 15, 2007
Flechas de Veludo
O colapso dos poços retém figuras sinistras nos rostos. Quedas de personagens despidas a perguntar sobre o genocídio dos disparos. São as flechas voadoras; os sons embriagados das sepulturas que ocupam lugares dos reflexos.
Armai os ossos de gemidos para Amar.
Cruzai o escudo do veludo.
Wednesday, November 14, 2007
Quarta
Chama escondida.
Das nuvens regam-se crateras.
Dos raios ofuscam-se abrigos.
Pressentir ao fundo da imaginação o vazio.
...Rio...
Monday, November 12, 2007
Castanhas
Carvalhos, castanheiros, pinheiros...
Dedilho as castanhas ao entardecer das sombras. Guardo amostras na suavidade do toque para formar pequenas gotas de salpicos da ribeira. Explosões de desejos Outonais...
Carvalhos, castanheiros, pinheiros...
Monday, November 05, 2007
Segunda
Abri os olhos para entreter a dança das folhas, enquanto repouso a comer ao ar livre. Sinto a brisa quente do Outono com o silêncio abrasador da pele a arder. A sombra respira o vértice de saciar a sede. Pinga o vento na viagem das cores. Aroma que contagia o eterno horizonte.
Saturday, November 03, 2007
Sábado
O rádio invade as embriagantes masmorras do demónio. Contos de árabes, harmonias de letras antigas ou o sopro da melodia das velas roxas. Ouço os galhos a ficarem mumificados ao dedilhar do fogo, propagando num suspiro toda a alma inflamada. Cânticos suspensos nos raios de sol que entram, que penetram com ardor a Lua esboçado no ar.
A Alma nua reflecte o espelho. A chama ardente tilinta o demónio.

Thursday, November 01, 2007
Quinta
Bruxa e demónio andam à solta. Fantasmas de pele despida rolam sobre o canto das castanhas e das velas. Perfume de fragrâncias, sensíveis ao desmembrar de gemidos....
Tuesday, October 30, 2007
Terça
Rego o começo da escuridão com o soltar dos cabelos. Estendo-os pelas costas a destroçar a marginal memória de quase me ter esquecido de como gosto deambular por estas ruas. Arregaçar o gemido das varandas encostadas às sombras. O tilintar escorre nos olhos das bebidas. Mecanismos mecanizados que carburam num frenesim áspero da vontade. Roçar de letras, desgaste embriagado de licores.
O silêncio do vento compõe o corpo e a Alma numa mistura. Silhuetas diluídas num chamamento infernal. Povoo o estalar das folhas.
Sunday, October 28, 2007
Domingo
Mais uma hora, menos uma hora...Rolar os dados, rolar a vida...
Silêncio das ruas toca as janelas fechadas aos raios do sol. Alguns caminhantes dormem num sonolento vadiar, outros ouvem cânticos eclesiásticos.
Chego junto duma mercearia, onde as frutas me invadem as narinas. A mistura contagiante de odores profundos, lembra os pomares onde passeava. Não com tanto poder de escolha, mas com a mesma intensidade envolvida. Penetro o local e vou escoando cada fruta para o saco de plástico. Saboroso néctar, maduro desfiar de prazeres.
Saio da mercearia, e contorno as vielas desertas. Dedilho os diferentes paladares antes que venha o infernal marchar dos pés ruidosos.
Thursday, October 25, 2007
Moon Dance
Enrolo-me na silhueta do odor...
Entras pelas folhas a suspirar;
Penetras rasgos da existência feitos de mistérios.
O sossego das estrelas enlaça-se no brilho prateado;
Amor cantado.
Notas de viagens perfuradas pelo tempo aprisionado.
Nu,
Minha Alma sente
Saudade de voar até ao calor das chamas que envolves.
Descair no núcleo do magma.
Alcançar teus elos...Vou até ti, Lua...
Sunday, October 21, 2007
Números
Antoine Saint-Exupéry – O Principezinho.
Friday, October 19, 2007
Asas
Desobstruir a reabilitação das fechaduras num sopro desgovernado. Arrancar obstáculos estrondosos do silêncio para levantar mórbidas asas. Existe fragrância na pele do tempo. Sulco que incendeia o estalar das folhas de madeira.
Tuesday, October 16, 2007
Cruz
Friday, October 12, 2007
Wednesday, October 10, 2007
A Orquestra
A interacção das pessoas confinadas ao espaço terrestre põe do mesmo lado certas teorias físicas:
- A partir do momento que pelo menos dois seres interagem o sistema não volta a ser o mesmo. O nosso sistema, a nossa sociedade, a nossa orquestra, e todos os seus contextos e intervenientes está em constante mutação.
- Quanto emitimos apenas um fotão por uma montagem de dupla fenda, ou ele passa ou não passa. Funciona o campo da probabilidade...
- Os múltiplos universos paralelos vão até onde a imaginação alcançar seu clímax.
Monday, October 08, 2007
Galhos
Os Galhos;
Labirinto de encruzilhadas, de portas.
As ventanias secretas misturam
Os Galhos;
Gemidos de carícias estalam os rios
Os Galhos;
Mistérios das nuvens, rosto entristecido,
Os Galhos;
Arrepiam cambalhotas de desejos
A desfrutar a leveza das guilhotinas...
Cortes do cru aberto, nus,
Os Galhos;
Recordar a lembrança, a loucura de trepar,
O chuvisco ao orvalhar
Sinfonias de trevas adormecidas,
Os Galhos;
Deter um movimento puro
A sepultar a terra ferida.
Os Galhos;
Anel de pétalas a cantarolar a suavidade
Os Galhos.
O frenesim arrebenta ao despido olhar.
Sunday, October 07, 2007
Enigma
Permanecem metáforas, permanece o sentido vago.
Sete voos, sete novas…
Números nus…
Treze paus, trezes estacas…
Véus separados…
Vinte três sentidos, vinte três desconhecidos…
Chuvas torrenciais…
Incógnita, enigma...
Caveira ou mineira…
Obscuro, coberto…
Archote refugiado…
Sentir o nevoeiro…
Somar
Saturday, October 06, 2007
Rugby
A França esmagou, triturou, dilacerou a Nova Zelândia.
Lindo!
20-18
Post desconexo com o tema do blog ou talvez não.
LOL
Sino
Tom ao som do tom...
Pinga!
A cor do badalar...
Sufocar...
O ar...
Ardor ou Amor!
Sem cura a dor não dura;
Ou pura ou plena verdura...
Fixar o crucifixo
Dentro da Alma,
O pingo!
Condensado gelo...
Aroma fresco...
Espelho de água...
Gestos...
Poças de salpicos...
Carroça a deambular,
Andar, marinhar...
Voar...
Thursday, October 04, 2007
A Face
O fundo ecoa dentro de mim.
Quem pergunta?
Quem sugere pintar feras na face?
Qual animal se levanta numa luta contra a vontade?
Para além da germinação empolga-se o saltitar das sementes. Punhal encravado...Suculento sabor!
Tuesday, October 02, 2007
Lago Penetrante
Folhas fazem o manto do Outono...
Saturday, September 29, 2007
Thursday, September 27, 2007
Dali
Wednesday, September 26, 2007
Arder
Monday, September 24, 2007
Saturday, September 22, 2007
Desabrochar
Friday, September 21, 2007
Queda do Vento
Wednesday, September 19, 2007
Thursday, September 13, 2007
Poços do Devaneio
Tuesday, September 11, 2007
Vento ao Monte
Viagem dum sublime olhar guardado,
Colagem ao rosto moldado.
Rodas de silhuetas que se fundem no limiar do abismo, ao vento que sobra no moinho. Do monte ecoa o livre perfumar, cânticos de pedras lapidadas.
Kandinsky
Friday, September 07, 2007
Tuesday, September 04, 2007
Pronúncia Descuidada
Resguardo
Friday, August 31, 2007
Reflexo Helicoidal...
Thursday, August 30, 2007
Poção Noctívaga
Sombras vastas, corredor de rio...
Abre-se a Alma, deslizar eloquente...
Arrebentar encharcadas mãos, dobradas ao tilintar, sedosas...
Traspassar o momento invisível
Ao tropeçar das palavras...renda dedilhada....
A escuridão das colunas,
Remem no dorso das costas,
Flutuam na encosta,
Afundam-se num olhar prateado...
Poção noctívaga...
Tuesday, August 28, 2007
Orvalho de Lua
Saturday, August 25, 2007
Arbustos Nublados
Thursday, August 23, 2007
Parabéns Susana
Monday, August 20, 2007
Já..
Contacto...4....
Interferência...5...6...7...
...
Corta...Corta...Corta...
....
Naufrágio à vista...8...
Trim...Trim...Trim...9....
....
Assalto...Alto!...
Em frente...Flecha....10...
...
Corta...Corta...Corta...
...
Pinga o suor...Arde...Vira-te....
Já!...Agora...Já!...
11...11...11...11...11...11...11...11...11..

























